Uma onda de comoção e aplausos tomou conta da Basílica da Estrela, em Lisboa, esta sexta-feira, 24 de julho, no último adeus a uma das vozes mais marcantes da música portuguesa. Os filhos foram o lado mais visível da profunda tristeza que se abateu no País com a partida de Luís Represas.
Os quatro filhos e a ex-mulher, Margarida Pinto Correia, foram o rosto da dor numa Basílica da Estrela repleta de figuras públicas para a última homenagem a Luís Represas.
O tribunal deu-lhe razão e arquivou a acusação de sabotagem, mas a guerra de um milhão de euros entre Rui Veloso e Jorge Vadio recusa-se a chegar ao fim.
A morte completamente inesperada do artista, aos 52 anos, deixa uma sensação de vazio enorme entre a família, que quer saber ao certo o que roubou a vida de Nuno de um dia para o outro.
Artista tinha sofrido uma forte gripe há cerca de um mês e feito uma pneumonia, que não foi totalmente curada e lhe terá sido fatal. Resultados preliminares da autópsia já são conhecidos, mas os complementares, que foram pedidos pela família, podem demorar no limite meses a dar respostas.
Sobram dedos de uma mão para enumerar os rostos mediáticos da música que marcaram presença nas cerimónias fúnebres de Nuno Guerreiro, em Loulé, onde a mãe enlutada chorou ao lado dos muitos populares que não esqueceram o músico no derradeiro momento.
Funeral do artista decorreu em Loulé, na última quarta-feira. Dos seus eternos parceiros da música, destaque para a presença de Manuel Moura dos Santos e Olavo Bilac.
Sem conseguir controlar os sintomas graves, Nuno Guerreiro recorreu a uma amiga, que também é médica, para o ajudar. O desespero dos últimos dias em que, de acordo com a médica que o aconselhou, tudo foi feito para lhe salvar a vida.
Cruzaram-se na música através do tema escrito por Catarina Furtado e fariam parte da vida um do outro até a morte prematura de Sara, aos 45 anos, há um ano e meio. Publicamente, Nuno Guerreiro, que faleceu na última quinta-feira, 17, falava várias vezes da dor que era não ter a amiga por perto.