A paz de Rui Veloso pode ter os dias contados. A batalha nos tribunais que colocou o "pai do rock português" contra o cantor Jorge Vadio parecia arrumada, mas promete continuar a agitar os bastidores do espetáculo. Apesar de ter saído vitorioso na primeira instância de um processo dramático de cinco meses – onde lhe era exigida a astronómica indemnização de 953.745 euros –, o músico volta a ver a sua tranquilidade ameaçada.
A notícia é avançada pelo 'Vidas', do 'Correio da Manhã': a juíza do caso decretou o arquivamento do processo por falta de fundamentos nas acusações contra o intérprete do eterno 'Anel de Rubi'. Contudo, Jorge Vadio recusa aceitar a derrota, não baixa os braços e a sua equipa de defesa prepara-se para voltar à carga numa nova tentativa judicial.
O julgamento transformou o tribunal num verdadeiro palco de divisões na música nacional. Durante as sessões, desfilaram figuras bem conhecidas do grande público: se, por um lado, o inflexível Manuel Moura dos Santos prestou depoimento em defesa de Rui Veloso, do outro lado do processo esteve o sempre controverso José Cid, que testemunhou a favor de Jorge Vadio, expondo uma fratura entre grandes nomes da nossa praça.
Tudo começou em fevereiro, quando Vadio avançou com pesadas alegações contra Veloso, acusando-o de ter "sabotado intencionalmente e de má-fé" o seu percurso artístico. Um alegado boicote que justificaria, na sua versão, quase um milhão de euros em danos.
Para já, o cantor de 'Chico Fininho' respira de alívio por ter vencido o primeiro round. Mas a trégua promete ser sol de pouca dura: se o recurso da defesa de Vadio for aceite, a guerra entre os dois músicos vai mesmo conhecer um novo capítulo.