Rúben Neves abriu o coração para confessar a maior mágoa que guarda em relação ao malogrado amigo Diogo Jota. Um arrependimento tardio, provocado pelas exigências do futebol, que o vai marcar para o resto da vida.
Eram os melhores amigos, mas o internacional português não testemunhou o momento em que Jota fez juras de amor eterno à sua Rute... apenas 11 dias antes de morrer.
Está prestes a assinalar-se um ano desde que a vida como Rute Cardoso a conhecia ruiu. 11 dias separaram o casamento de sonho da tragédia que deixaria um profundo vazio na vida da família, em emoções que a viúva se prepara para reviver nas bonitas, mas também dolorosas homenagens que tem pela frente.
Depois dos meses mais duros e de uma apatia inerente e necessária ao luto, a viúva de Jota tem tido um renascimento lento, sendo que, além dos filhos, foi precisamente nas paixões do marido que encontrou um renovado sentido para viver.
Manter viva a memória de Diogo Jota é uma missão de vida para Rute, que perpetua as paixões comuns dos dois e encontra nestas uma força secreta para continuar. Entre os filhos, que são a luz dos seus olhos e o legado do marido, aceitou quebrar o silêncio público para voltar aos dias de amor e dor, que jamais esquecerá.
Em tempos duros, mas de muito amor, viúva de Diogo Jota não deixa cair a família, num esforço tremendo para recuperar a alegria sem nunca esquecer o seu grande amor. Aos poucos, já esboça um sorriso alavancado acima de tudo no amor pelos seus três meninos, a continuidade do legado do futebolista, pela herança genética que lhe corre nas veias. A mais nova, Mafalda, celebrou esta quarta-feira, dia 26, o primeiro ano de vida.
Do branco, ao terço, à fé em Nossa Senhora de Fátima, viúva do futebolista procura respostas para a sua dor, ao mesmo tempo que tenta refazer a sua existência com uma sólida base de apoio. Os três filhos e o legado do marido são aquilo que a agarram à vida.