Uma onda de comoção e aplausos tomou conta da Basílica da Estrela, em Lisboa, esta sexta-feira, 24 de julho, no último adeus a uma das vozes mais marcantes da música portuguesa. Os filhos foram o lado mais visível da profunda tristeza que se abateu no País com a partida de Luís Represas.
Os quatro filhos e a ex-mulher, Margarida Pinto Correia, foram o rosto da dor numa Basílica da Estrela repleta de figuras públicas para a última homenagem a Luís Represas.
O titular da Economia e do Mar não mete água quando o tema é poupar: tem mais de um milhão no banco e só vai perder dinheiro com esta ida para o Governo. O mais 'teso' nos rendimentos era o ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, que estava prometido como comissário das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril de 1974 e ia ganhar 4.500 euros por mês. Depois há de tudo um pouco no Governo - do esperto Fernando Medina que compunha o ordenado com os comentários na TVI à ministra da Defesa que não consegue poupar e tem a conta bancária mais "nas lonas".
O que faz mais impressão nesta história é que nem Medina, político experiente e batido, nem Figueiredo, analista sagaz e certeiro, tenham parado um segundo para pensar, nem que fosse com os seus botões. Se o tivessem feito, qualquer um deles certamente perceberia em três tempos o buraco em que se iam meter.