O incidente, em que o filho da infanta Elena ficou ferido, lembrou inevitavelmente a família real espanhola da tragédia que matou o infante Alfonso, de 14 anos, em 1956. O seu irmão mais velho, Juan Carlos, que manuseava a arma no fatídico momento, nunca recuperou do trauma.
As terríveis imagens daquele 3 de julho de 2025 perseguem-na desde então. Agora, a viúva de Diogo Jota dá pormenores mais pessoais de tudo o que aconteceu nas horas que se seguiram ao acidente que ceifou a vida aos dois irmãos, Diogo Jota e André Silva.
Nove meses depois da tragédia que ceifou a vida ao jogador português e ao irmão, André Silva, a viúva de Jota e os pais enlutados aceitaram regressar àquele fatídico dia de julho, para um livro de homenagem ao craque. Da despedida feliz, depois de umas férias emotivas, ao momento em que perceberam que algo estava mal, familiares falam pela primeira vez sobre o dia em que começou o maior pesadelo das suas vidas. "A minha cabeça parou ali", recordou Rute.
Entre sorrisos e brincadeiras com os netos, Joaquim Silva nunca imaginou que aquele jantar em Valongo seria a despedida. Pai de Diogo Jota confessa o horror de perder dois filhos numa única noite.
Aos 25 anos dará o seu último suspiro lançando a Espanha num profundo debate e em estado de enorme comoção pelo seu curto mas trágico percurso de vida. Saiba com quem passou esta última noite: "É a pessoa que mais amo!"