Cerca de sete meses depois de ter perdido a irmã mais velha, Clara Pinto Correia, Margarida Pinto Correia volta a sofrer um duro golpe com a morte de Luís Represas, o pai dos seus filhos, com quem esteve casada 15 anos.
Luís Represas não deixou apenas um legado na música portuguesa. Há 40 anos fundou o Xafarix, um bar que se tornou um dos maiores símbolos da noite lisboeta e por onde passaram inúmeras personalidades do meio da música e das artes. Hoje, aos 40 anos, o espaço mantém-se vivo, embora com uma identidade renovada.
Durante quase duas décadas, Luís Represas e Margarida Pinto Correia viveram uma história de amor que parecia ter sido feita para durar. Discretos na forma como protegiam a vida privada, mas cúmplices em cada aparição pública, o músico e a jornalista construíram uma família e tornaram-se um dos casais mais admirados do panorama nacional.
Luís Represas, Marco Paulo, Vitorino, Paulo de Carvalho, Herman José e António Manuel Ribeiro falam da experiência do 25 de abril, do despertar à festa. Para muitos, desligados da política, foi apenas um dia sem aulas. “Lisboa foi invadida por tropas? De que país?”
Referência há 36 anos na 'movida' da capital, o bar do antigo vocalista dos Trovante fez uma pausa, modernizou-se, e apresenta-se de "cara lavada" com a mesma alma de sempre. Para ouvir música ao vivo, rir com stand up, beber um copo ou simplesmente matar saudades de uma boa conversa, madrugada dentro.
Não é fadista, nunca o foi e nem tem "pretensão a sê-lo", mas o fado anda sempre por lá, a correr-lhe nas veias, bombeado pelo coração, sempre como ponto de partida para tudo o que faz, como o mais recente disco 'Sê'. É com ele que assinala 25 anos de carreira e é ele que serve de pretexto para Gil do Carmo recordar dois dos mais importantes nomes do fado, daquela que é a maior linhagem da canção de Lisboa. Afinal quanto pesa o apelido 'do Carmo'?