O velório de Luís Represas decorreu esta quinta-feira na Basílica da Estrela, em Lisboa, um dia depois da morte do cantor e compositor, aos 69 anos de idade, vítima de cancro de pulmão.
A despedida, aberta ao público, contou com um mar de gente que quis prestar uma justa homenagem à voz dos Trovante, entre família e muitos amigos e colegas de profissão. E muitas foram as palavras comoventes que se ouviram à saída.
"Ele fica cá. Fica cá a música dele vai ficar para sempre, e a voz dele fica na nossa alma e nos nossos ouvidos", afirmou Tozé Brito em conversa com os jornalistas presentes, entre eles a RTP.
Sérgio Godinho foi outro colega e amigo que marcou presença nesta despedida. "É uma grande mágoa o Luís ter-se ido embora, mas a música do Luís e dos Trovante continua."
O fadista Camané disse: "As canções que ele fazia e as músicas que ele cantava, as escolhas que ele fez, tudo isso fez-me tocar a mim, tocou-me a mim e a todas as outras pessoas, Portugal inteiro."
Júlia Isidro destacou que Luís Represas "deixou uma marca no coração dos portugueses". "É uma marca feita de música. A música toca ao coração e o coração dele palpitou toda a vida a favor da música, e a favor de nós todos."
Também o cantor Miguel Ângelo quis prestar uma sentida homenagem à voz de 'Timor', que marcou a independência daquele país. "Hei de recordar sempre com muita alegria os tempos em Timor. Na altura, especialmente, quando a bandeira voltou a subir para as festas da Nova Independência Timor, em 2002."
Por sua vez, Libório Pereira, conselheiro da Embaixada de Timor-Leste, fez questão de afirmar: "Esta perda não é só para a família, os timorenses também sentem esta grande perda."