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Em janeiro deste ano, acabava-se o sonho, que entretanto virara pesadelo. Depois de 14 meses de muitos altos e baixos, Ruben Amorim era despedido do Manchester United, numa chicotada psicológica que o deixava desalentado, mas com uma indemnização nas mãos que hoje lhe permite pensar muito bem que passos irá dar a seguir na sua carreira. Saiu com a promessa de receber os 13,8 milhões de euros de ordenados em falta até ao final do contrato e ainda um valor pela quebra do vínculo. Por isso, e muito provavelmente, dinheiro será aquilo em que menos pensará se, eventualmente, colocar em cima da mesa a possibilidade de vir a treinar o Benfica, com a iminente saída de José Mourinho.
Mas o que é feito de Ruben Amorim e o que tem andado a fazer desde então? As aparições públicas têm sido muito poucas desde então. Sempre discreto, o treinador não foi visto em recintos desportivos e, ao invés disso, tem feito a sua normal vida de pai de família, ao lado da companheira de sempre, Maria João, o que fez com que, recentemente, fosse fotografado durante uma visita a um dos seus restaurantes de eleição.
No entanto, pouco mais há sobre o treinador, a não ser aquilo que, por vezes, se vai dizendo sobre o mesmo. Na sua crónica no Diário de Notícias, Luís Osório salientava recentemente isso mesmo: que Ruben Amorim tinha como que desaparecido porque essa era, no fundo, a sua essência.
"Ruben tem 40 ou 41 anos. É um tipo discreto, desapareceu das nossas vistas quando se fez ao deserto após ser despedido pela primeira vez. Não tem redes sociais. Não dá entrevistas. Vemo-lo aqui ou ali em fotografias dispersas... com amigos, com a mulher num centro comercial ou a beber um café num lugar qualquer", começou por escrever, adivinhando aquela que seria a vida do treinador.
"Imagino que esteja por cá. Que vá buscar os filhos à escola. Que veja futebol quando a casa está a dormir. Sei que continua a aparecer sorridente nas fotografias, mas não chega para resolver as saudades que tenho do homem."
Em relação ao plano desportivo, o jornal 'A Bola' avançava em abril com aquele que seria o destino mais provável do treinador, e que na próxima época não passaria por um regresso aos relvados. De acordo com a publicação, Ruben Amorim pretendia tirar um ano sabático do futebol, que funcionaria como um período de reinvenção pessoal e profissional em que o técnico pretenderia apostar no conhecimento de forma a ressurgir futuramente mais forte. Além disso, também era referido que Amorim pretendia continuar a direcionar a sua carreira para fora de Portugal, numa hipótese que, a confirmar-se, acabaria por inviabilizar um futuro no Benfica. No entanto, como em tudo, só o tempo, e ele próprio, poderão responder de forma definitiva a essa questão.
UMA VIDA DISCRETA EM FAMÍLIA
Rúben dedicou toda a sua vida ao futebol e quando a maioria dos craques decide pendurar as chuteiras e começar a aproveitar melhor o tempo perdido, ele continuou no desporto-rei, decidido a ser um treinador de sucesso.
É obstinado, trabalhador, estuda muito para se superar, mas aquilo que conquista os jogadores com quem trabalho está longe de ser apenas isso. Aos 41 anos, Rúben Amorim é o mister, mas também é muito 'tu cá, tu lá'. Esteve do outro lado há um par de anos, percebe as dores daqueles com quem trabalha. Exige esforço e dedicação, mas partilha os dividendos, as vitórias são de todos. É esta cumplicidade com o plantel que é considerada uma das suas grandes armas, e também a serenidade que transmite.
A sua vida pessoal dificilmente faria capa das revistas cor-de-rosa. Polémicas não se lhe conhecem, namoradas a lista é curta e está ao lado da mesma mulher há mais de dez anos, mãe dos seus dois filhos, numa rotina discreta que mantém resguardada. Não tem redes sociais nem sente necessidade de se expor dessa forma, e fora do futebol tem uma vida muito pacata, diz que mal tem tempo para gastar os muitos milhões que tem recebido nos últimos tempos. Não são os carrões, as marcas que o movem. Aliás, vemo-lo quase sempre vestido da mesma maneira: uns jeans, um pulover e já está. Nada de Guccis em letras garrafais, escritas em camisas que dão nas vistas, porque isso é o contrário daquilo que Rúben é: um tipo simples que faz do futebol um modo de vida.