Harry e Meghan já estão no Reino Unido. O casal viajou desde a Califórnia com Archie, de sete anos, e Lilibet, de cinco, e terá aterrado num voo privado no aeroporto de Birmingham. A chegada acontece poucos dias depois de ter sido anunciado que os Sussex iriam passar uma temporada prolongada no país.
A decisão vinha a ser preparada há algum tempo e há um motivo que parece ter pesado especialmente: a educação das crianças. A partir de setembro, Archie e Lilibet vão frequentar uma escola no Reino Unido. Será a primeira vez que ambos terão a sua vida escolar deste lado do Atlântico, depois de terem crescido na Califórnia. A escolha foi feita depois de Harry e Meghan terem procurado diferentes opções e falado com vários estabelecimentos de ensino.
A mudança, porém, não significa que os Sussex estejam a abandonar os Estados Unidos. A casa de Montecito continuará a fazer parte da vida da família e Meghan mantém aí uma parte importante da sua atividade profissional. A 'Archewell Productions' também continua sediada em Los Angeles. A ideia será, portanto, conciliar os compromissos entre os dois países.
Harry, ao que parece, terá uma presença mais regular no Reino Unido, onde mantém vários compromissos ligados às causas que apoia e aos Invictus Games, enquanto Meghan continuará a viajar para os Estados Unidos devido aos seus projetos profissionais. Para já, o casal ficará numa residência privada, fora das propriedades da Coroa. Os pormenores sobre a localização não foram divulgados. Os Cotswolds têm sido apontados como uma das zonas consideradas pelos Sussex, precisamente pela privacidade e pela proximidade de escolas e de Londres, mas não há confirmação oficial de que seja aí que irão viver.
Também não está confirmado que esta seja uma mudança definitiva. Uma fonte próxima de Harry chegou, contudo, a falar num plano bastante mais longo: permanecer no Reino Unido durante 12 a 15 anos, acompanhando os filhos ao longo de grande parte da infância e adolescência. Trata-se de uma informação atribuída a alguém do círculo do príncipe e não de uma decisão anunciada pelos Sussex.
O que está confirmado é que Harry quer estar mais presente na vida dos filhos no Reino Unido. A escolha da escola parece ser uma parte importante dessa decisão. Há ainda outro elemento que dá um significado especial a este momento.Em julho, Harry, Meghan e as crianças estiveram novamente com Carlos III em Highgrove. Foi a primeira vez em mais de quatro anos que o rei esteve pessoalmente com Archie e Lilibet.
O encontro foi privado e aconteceu depois de um longo período de distância entre pai e filho. A relação entre Harry e o pai parece hoje menos tensa do que há alguns anos. O príncipe tem manifestado vontade de recuperar os laços familiares e o regresso ao país poderá facilitar essa aproximação.
Com William, porém, a situação permanece muito mais complicada. Os dois irmãos continuam afastados e não há indicação de que a mudança tenha produzido, até agora, uma reaproximação. E é precisamente aqui que este novo capítulo se torna interessante. Harry e Meghan estão de volta, mas não voltam a ser membros trabalhadores da família real. Não recuperam as antigas funções nem passam a viver numa residência oficial. Continuam a ser cidadãos privados, como ficou definido depois da saída da vida institucional, em 2020.
A diferença é que, desta vez, não estão a regressar sozinhos.Archie e Lilibet vão crescer, pelo menos durante os próximos anos, com uma ligação muito mais próxima ao país onde nasceu o pai. E Harry parece disposto a acompanhar essa mudança de perto. Seis anos depois de atravessarem o Atlântico para começar uma nova vida, os Sussex fazem agora o caminho inverso. Não para recuperar o passado, mas para construir uma vida que permita aos filhos conhecerem melhor o país e a família de onde Harry nunca conseguiu, verdadeiramente, desligar-se.