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Inglaterra

O ventilador da discórdia que "salvou" Carlos III

Britânicos estão divididos entre o choque e o gozo em relação a um episódio que envolve o rei de Inglaterra.
Por João Bénard Garcia | 26 de junho de 2026 às 11:41
Ventilador salva o Rei Carlos III de morrer sufocado com onda de calor
Rei Carlos III
Rei Carlos III e Camilla Parker Bowles
Rei Carlos III com dificuldades em manter jardineiros na propriedade de Highgrove
O Rei Carlos III num evento oficial
Rei Carlos III recebe Emmanuel Macron e as respetivas companheiras em Inglaterra
Rei Carlos III
Rei Carlos III
Rei Carlos III
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Rei Carlos III com dificuldades em manter jardineiros na propriedade de Highgrove
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Rei Carlos III
Rei Carlos III

A Grã-Bretanha está debaixo de uma onda de calor extremo e o rei Carlos III, de 77 anos de idade, não cancelou a sua intensa agenda devido à canícula que se faz sentir e acabou por sofrer as consequências das intensas condições atmosféricas. O monarca britânico teve esta quarta-feira, dia 24, um dia particularmente complicado pois foi estatisticamente um dos dias de junho mais quentes até hoje registados na história do país. Apesar da torreira, Carlos manteve a sua agenda praticamente inalterada, cumprindo todos os seus compromissos públicos planeados.

Participou em vários eventos envergando um fato cinza claro, composto por blazer, camisa branca, calça e gravata a combinar, e sofreu na pele as agruras do calor, dando sinais de muita fragilidade física, nomeadamente sempre que tinha que circular ao ar livre. Em vários momentos do caminho, um membro de confiança da sua equipa ajudou-o discretamente abanando-o para aliviar o ambiente sufocante e recorreu a um mini ventilador portátil para facilitar o socorro. As imagens do aparelho foram captadas e rapidamente se espalharam na imprensa nacional evidenciando duas situações: uma, a fragilidade do rei; outra, a sua resistência em manter a normalidade institucional, apesar das condições atmosféricas extremas.

María José Gómez y Verdú, especialista em protocolo real analisou, para a revista espanhola '' o significado destes episódios em que o protagonista foi o Rei Carlos III. Segundo a comentadora, "do ponto de vista institucional da comunicação, a imagem de Carlos III sendo assistido por um membro da equipa com um ventilador elétrico não parece a mais apropriada para reforçar a imagem pública da monarquia no atual contexto", disse, esclarecendo o porquê desta sua afirmação: "Embora a cena reflita uma circunstância perfeitamente compreensível, perante as elevadas temperaturas, projeta um sentimento de dependência e privilégio que pode ser contraproducente num momento em que os cidadãos exigem proximidade, atitudes exemplares e igualitarismo no tratamento face a situações do quotidiano".

Ainda segundo María José Gómez y Verdú, "as imagens de líderes e chefes de Estado têm uma importante carga simbólica, e, neste caso, a presença de uma pessoa dedicada exclusivamente a aliviar o calor do monarca pode ser interpretada como uma representação de uma instituição distante da realidade que muitos cidadãos enfrentam", sendo ainda motivo de "gozo" e transmitindo "uma imagem que não reforça particularmente os valores de força, resistência ou liderança tradicionalmente associados à Coroa".

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