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Casa Real de Espanha

Segredos protocolares desvendados na receção dos reis de Espanha ao casal Macron

Já se sabe porque é que o rei Felipe VI se sentou ao lado de Brigitte Macron ou o motivo para certos pratos no luxuoso menu concebido pelo chef Joan Roca.
Segredos protocolares desvendados na receção dos reis de Espanha ao casal Macron
Os Macron recebidos pelos reis de Espanhaa
Rainha Letizia, Emmanuel Macron
Rei Felipe VI, Brigitte Macron
Rainha Letizia, Brigitte Macron
Reis de Espanha recebem Emmanuel Macron
Os Macron recebidos pelos reis de Espanhaa
Os Macron recebidos pelos reis de Espanhaa
Rainha Letizia, Emmanuel Macron
Rei Felipe VI, Brigitte Macron
Rainha Letizia, Brigitte Macron
Reis de Espanha recebem Emmanuel Macron
Os Macron recebidos pelos reis de Espanhaa

Os reis Felipe VI e Letizia deram um jantar em honra de Emmanuel e Brigitte Macron no Palácio da Zarzuela, em Madrid. Foi um momento repleto de nuances com vários detalhes de simbolismo especial, que uma especialista em protocolo agora analisou em conversa com a 'Hola!'.

Marina Fernández decifrou cada gesto, ação e detalhe que fez desta noite um evento histórico: desde a disposição dos lugares de cada convidado até à importância do menu.

Nas visitas de Estado, "absolutamente tudo é medido ao milímetro para gerar uma sensação de equilíbrio institucional", observou.

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Felipe VI e Letizia recebem Emmanuel Macron em visita de Estado

Por exemplo, "os convidados mais importantes ficam em extremidades opostas da mesa", um lugar onde geralmente se aplica a "lei do descanso conjugal", uma regra de etiqueta para banquetes ou refeições formais que consiste em não sentar cônjuges juntos, de forma a "evitar que a conversa seja monopolizada".

Foi por isso que Felipe se sentou ao lado da primeira-dama francesa – com quem tem uma grande afinidade – enquanto Letizia se sentou ao lado do presidente francês.

O menu da noite, criado pelo premiado chef Joan Roca, foi uma homenagem gastronómica ao casal presidencial. A refeição começou com iguarias icónicas, como o brioche de trufas cozido a vapor e o nougat de foie gras. O prato principal foi lagosta à parmentier com cogumelos e a refeição terminou com a sua célebre sobremesa láctea, uma criação de 2003 concebida como uma jornada sensorial pelo leite de ovelha Ripollesa.

Este diálogo entre tradição e modernidade não foi por acaso, mas sim um reflexo deliberado da identidade do país, como explicou Marina Fernández: "Em relação à decoração da mesa e ao menu, há algo que considero muito interessante. Trata-se de uma mesa digna de um jantar de gala na Sala de Jantar de Estado do Palácio Real; as toalhas de mesa, a louça, os copos... tudo remete para a Coroa. Mas escolher Joan Roca como designer e criador do menu significa usar duas linguagens diferentes: a linguagem mais tradicional, em termos de utilização da louça do Património Nacional, e uma linguagem ultramoderna, que é a cozinha de Joan Roca".

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Bronca: mulher de Macron empurra-lhe a cara à chegada ao Vietname

"Penso que o que a Casa Real nos diz com isto é a natureza dupla do Estado espanhol: um Estado enraizado numa história antiga partilhada com França, neste caso, mas também um Estado moderno. E mostra-nos isso através da gastronomia", remata.

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