Margarita de Borbón celebrou no passado dia 9 o seu 87.º aniversário, que a sua amiga Lili Caneças fez questão de assinalar nas suas redes sociais.
"Parabéns a SAR a Infanta Dona Margarita de Borbón pelos seus 87 anos de vida", começou por escrever a socialite portuguesa. "Conhecemo-nos aqui no Estoril quando do exílio de seus pais os Condes de Barcelona e toda a família", fez saber, referindo-se aos tempos em que a família real espanhola viveu em Portugal, entre a década de 40 e 70 do século passado.
A irmã mais nova do rei emérito Juan Carlos é um dos membros mais discretos da família real espanhola, muito graças ao facto de ter nascido invisual. Ainda assim, a duquesa de Sória nunca deixou que esta deficiência a impedisse de viver uma vida em pleno.
Foi a ama quem percebeu primeiro que a menina - a terceira filha do infante Juan e da princesa María de las Mercedes - não conseguia ver, ainda bebé.
“A ama reparou que ela não estava a fazer o que as crianças daquela idade costumam fazer: ficar a olhar para as mãos o tempo todo. Intrigada, comentou com María, que foi até ao berço e começou a mexer os dedos à frente do rosto dela. Foi um momento aterrador e que pareceu interminável: a menina ficou com os olhos imóveis, embora, é claro, estivesse a sorrir como sempre", relata a jornalista Pilar Eyre no livro 'María, la Brava'.
Quando os especialistas viram a menina, perceberam que nascera com uma anomalia congénita: não tinha retinas e teria, por isso, de aprender a viver sem visão.
Margarita aprendeu Braille como método de leitura e recebeu aulas particulares, incluindo aulas de piano. Apesar de ser uma menina feliz e desenvolvida mesmo com a sua deficiência, a sua mãe María chegou a ir a Fátima pedir um milagre a Nossa Senhora, segundo um artigo do jornal ABC, em 1946.
Foi também no Estoril, onde cresceu, que Margarita casou com Carlos Zurita y Delgado, quatro anos mais novo, em 1972. Do casamento nasceram dois filhos: Alfonso e María Sofía. O casal tem um neto, Carlos, de quase oito anos, filho de María Sofía.