Helena Laureano foi convidada do programa ‘Dois às 10’, esta sexta-feira, dia 6, logo depois da FLASH! ter chamado a atenção para os comentários de ódio que a atriz recebeu recentemente nas suas redes sociais.
Helena Laureano, de 58 anos, fora alvo dos mais variados comentários desagradáveis devido à sua aparência física, depois de partilhar um vídeo a declamar poesia.
A atriz fez questão de abordar a situação durante a conversa com Cristina Ferreira e Cláudio Ramos, explicando os motivos para a sua transformação física.
“Isto da televisão, tenho que vos dizer que aumenta cinco quilos. Eu, na realidade, estou mais forte, estou com 91 quilos", começou por dizer.
"Isto tem tudo a ver a artrite reumatoide. E mesmo assim eu estou muito melhor, porque eu estava muito inchada. Foi da cortisona, eu tomei muita cortisona portanto inchei, inchei, inchei, e naquela altura também bebia cerveja. Agora, neste momento, não bebo mas como e tenho bebido muito pouca água”, revelou.
Depois de Helena recordar que sofre de depressão “desde miúda” e que continua a ser acompanhada e medicada, Cláudio Ramos perguntou como é que a atriz lida com as críticas ao seu físico.
“Mas tu sabes que eu tenho tido uma onda de solidariedade e de empatia? (...) Eu tenho que agradecer de coração, é mais importante isso do que os comentários negativos”, respondeu a atriz.
Em 2023, a atriz confessou em entrevista com Júlia Pinheiro que se viu num pesadelo em que se odiava, rejeitava as rotinas mais simples, autoflagelava-se e pensou mesmo em tirar a própria vida.
"Mesmo sorrindo estamos a sofrer. Começa a não te apetecer fazer nada, a não teres gosto por ti própria, o espelho deixa de existir. Não te apetece tomar banho, sentes que não vales nada, que tudo o que fizeste foi em vão, que não mereces. Tudo pensamentos negativos que podem dar azo - que aconteceu há pouco tempo - ao suicídio", afirmou Helena no programa.
"Na 'Passadeira Vermelha' [em 2022] já não me estava a sentir muito bem. Às vezes uma palavra para uma pessoa que não está tão segura, ou que está mais sensível, pode causar danos graves que podem levar a pensar coisas horríveis. Podem levar a ir por ali abaixo. Foi o que aconteceu comigo. Estava muito frágil e depois ainda fiquei pior", contou.
"Já não me suportava a mim própria. Estava-me a autoflagelar. Todos os dias eu repreendia-me, tudo o que era negativo vinha à cabeça", disse, confirmando a Júlia que se "odiava". "E mutilava-me, porque vais buscar compensação e isso não era de agora, foi desde sempre, portanto disse 'basta'".
Depois do pedido de ajuda, começou a procurar lugares onde pudesse ser internada. "Fui internada posteriormente, andamos a ver uns espaços, e depois as coisas foram correndo muito bem, até chegar à doutora Joana".
Helena explicou também que a depressão começou a instalar-se na mesma altura em que apareceram os primeiros sintomas da artrite reumatoide, doença que também tinha a sua mãe. Além disso, Helena sofre com a doença de Dupuytren, a qual está a tentar reverter.