Ireneu Teixeira, comentador de assuntos internacionais, conflitos e atualidade de 51 anos de idade, deixou a antena diária da estação de televisão NOW para um espaço fixo aos domingos, à hora do almoço, e num piscar de olhos mais de dois mil fãs assinaram uma petição a pedir o regresso do especialista de segunda a sexta-feira à hora de almoço à antena do canal com a posição 9 na televisão por cabo. Num pedido formulado diretamente a Carlos Rodrigues, Diretor-Geral Editorial da Media Livre, e a Frederico Roque Pinho, Diretor Executivo do NOW, milhares de pessoas defendem que o canal "fica mais pobre sem uma presença regular de Ireneu Teixeira".
Mais adianta quem escreve o texto da petição que "Ireneu não é infalível". "Cometeu alguns erros factuais, relevantes e merecedores de crítica e correção. Isso deve ser claramente reconhecido. Mas numa sociedade livre, a resposta ao erro deve ser a correção. A resposta a uma opinião controversa deve ser o contraditório. A resposta a um mau argumento deve ser um argumento melhor. Não deve ser o desaparecimento progressivo de quem incomoda", remata.
Os autores da petição garantem que "Ireneu Teixeira tornou-se uma voz relevante precisamente porque não se limita a repetir aquilo que já é consensual nos meios de comunicação. Pode concordar-se com ele, discordar-se profundamente ou considerar que algumas das suas análises estão erradas. O valor do seu espaço nunca esteve na concordância que possa gerar, mas na apresentação de perspectivas que obrigam o espectador a pensar, comparar e formar a sua própria opinião", e acrescentam que "esse pluralismo é particularmente importante num tempo em que demasiadas pessoas confundem discordância com ofensa e crítica com uma razão para impedir alguém de falar".
E por tudo isto, avançam que não querem "uma televisão onde apenas permanecem as vozes que nunca incomodam ninguém" e apelam a que o NOW "reconsidere esta decisão e devolva a Ireneu Teixeira um espaço regular de comentário e análise no canal. Quem tem razão não precisa de silenciar quem discorda".