Foi há quase sete meses que Portugal ficou rendido a Margarida Maldonado Freitas, de 54 anos, a primeira-dama que não quer assumir a formalidade do papel. Que afirma que esse título não existe oficialmente. E que continua a viver nas Caldas da Rainha e a gerir três farmácias e um negócio de saúde e beleza a meias com as duas irmãs na cidade do Oeste.
Alguns comentadores e jornalistas aperceberam-se que Margarida Maldonado Freitas, sem grandes intervenções ou discursos públicos, revela ser dona de um carisma que se espelha numa combinação única de independência profissional, discrição e autenticidade. A postura discreta, mas presente de Margarida, gerou uma forte onda de simpatia pública desde a eleição do marido António José Seguro para o cargo de Presidente da República em fevereiro de 2026 e mesmo no dia da tomada de posse quando a família Seguro subiu às 13h35 do dia 9 de março de 2026, de mão dada, e pela primeira vez, a rampa do Palácio de Belém.
Alexandre Monteiro, profiler, palestrante internacional, autor dos best-sellers 'Os segredos que o nosso Corpo Revela' e 'Torne-se um Decifrador de Pessoas' mas também mentor de milionários, empresas do TOP20, celebridades, negociadores de alta performance, líderes e políticos, aceitou analisar com profundidade para a The Mag, by Flash, o perfil da primeira-dama que não o quer assumir o papel, e revela-nos todos os sinais que Margarida tem dado desde que apareceu ao lado do marido na campanha eleitoral, nas noites da vitória na primeira e segunda volta eleitoral, no dia da tomada de posse do marido e quando o acompanha em cerimónias oficiais.
Segundo este especialista em linguagem corporal, há traços infalíveis que caracterizam Margarida Maldonado Freitas e a conduzem a um determinado perfil de personalidade. "Ela sorri, tem gestos controlados e curvos, mostra ser dinâmica, partilha e manifesta expressões faciais, como felicidade, tristeza, zanga. Ilustra bem com as mãos o que está a dizer. Tem uma postura corporal aberta, coloca as palmas das mãos para baixo para diretivas e repreender e as palmas das mãos para cima para criar ligação", revela o especialista, acrescentando ainda possuir "bom contacto visual que não intimida, usa o toque para criar ligação e domínio, inclina a cabeça ao escutar e faz movimentos de cuidar de quem gosta em público".
A PROTETORA DA FAMÍLIA, QUE ATACA SE ATACAREM OS SEUS
Para Alexandre Monteiro restam poucas dúvidas de que Margarida se encaixa, quase na perfeição, no perfil da "protetora". "A primeira-dama surge nos eventos público com uma postura confiante, mostra que adora cuidar dos outros. Está bem e sente-se amada quando contribui e é útil para o bem-estar e felicidade dos outros e não pela admiração de um cargo ou estatuto", salienta, sublinhando que a farmacêutica "revela ser uma pessoa esforçada, têm um sentido de justiça enorme, vê muito as situações no mundo como justas ou injustas e muitas vezes pode ter um comportamento mais assertivo (leia-se protetor) em relação a quem querem cuidar".
O profiler destaca ainda os sinais de que Margarida é uma mulher com personalidade forte e por isso "gosta de estabelecer as suas regras e manter ligação. Valoriza ações de solidariedade ou de caridade. Não gosta de pedir ajuda e usa frases com 'Não te quero preocupar', 'Não preciso de ajuda, eu faço!'", sendo que na intimidade poderá demonstrar "algum excesso de controlo, em especial quando acredita muito em algo que faz, tendendo a não ouvir opiniões contrárias". Um traço infalível neste tipo de personalidade protetora é tende a "preocupar-se em demasia com a família, os filhos, os colegas e os colaboradores".
Ainda tem quatro anos e meio de Presidência do marido António José Seguro para aos poucos se ir abrindo e revelando, o que poderá confirmar o prognóstico de Alexandre Monteiro de que Margarida tem uma personalidade "racional, objetiva, que gosta de confrontar, pressiona na tomada de decisões e quer controlar", podendo mesmo "ser impaciente e direta, sendo por vezes a sua franqueza percebida como rude. Usa a autoridade, é contundente e valoriza muito as suas próprias opiniões". E para rematar este perfil desconhecido da Primeira-Dama, o profiler descreve-a como uma mulher que "gosta de liberdade e é acessível. E que quando é atacada, ou a sua família é ameaçada, tende a atacar de volta com assertividade".
ELA TEM UMA POSTURA ABERTA E O PRESIDENTE SENTE-SE SEGURO COM ELA
Com base nas imagens públicas de Margarida ao lado do marido, o profiler analisa alguns sinais em particular que ajudam a caracterizar a primeira-dama. "Quando ela arranjar o nó da gravata do marido, mostra que quem cuida, gosta", avança, destacando outros comportamentos como "a postura aberta que revela confiança" ou o "inclinar cabeça ao escutar que indica interesse". Além disso, várias vezes "eleva uma sobrancelha, dando com isso uma indicação de ser uma pessoa que normalmente gosta de informação", afirma.
Outras expressões macro e micro de Margarida analisadas por Alexandre indicam que esta é "uma pessoa que ri alto, que é emocional, gosta de socializar e que quando se sente ameaçada tende a ser impulsiva", salientando um facto que detetou no rosto da primeira-dama: "As duas rugas mais evidentes entre olhos na vertical revelam que se atacada ou a família ameaçada tende a 'atacar' de volta com assertividade". Sublinha ainda o especialista que Margarida "é mais segura e protetora porque numa fotografia o Presidente aponta o seu pé para ela na procura de segurança enquanto Margarida aponta para a frente para encarar o contexto".
IRRADIA SEGURANÇA E MANTÉM-SE AUTÓNOMA E INDEPENDENTE FINANCEIRAMENTE
Comummente percebe-se que o seu magnetismo pessoal se apoia em três pilares fundamentais e que são a independência, pragmatismo e modéstia, ao contrário de figuras protocolares tradicionais, e que deixou bem claro quando ainda em campanha eleitoral expressou abertamente que "não há primeiras-damas no nosso País". Margarida faz questão de manter a sua autonomia financeira e profissional e continua a gerir as suas farmácias nas Caldas da Rainha.
Mantém a sua rotina diária próxima das pessoas comuns, o que lhe confere um carisma de proximidade e autenticidade. Inicialmente avessa à exposição pública e à mediatização, a evolução da sua postura gerou uma percepção muito positiva na opinião pública. A imprensa tem destacado como, gradualmente, se transformou numa figura que irradia segurança e conforto em eventos oficiais, sem nunca perder a sobriedade.
A sua recusa em anular a própria identidade em função do cargo do marido – visível até na decisão de manter os seus apelidos de família (Maldonado Freitas) – fê-la ser vista por muitos comentadores como um símbolo contemporâneo de emancipação feminina. O seu carisma não advém de uma postura exuberante, mas sim de uma liderança silenciosa, firme e profundamente focada na dignidade institucional. Em suma, é a mulher de um Presidente e demonstra "sentido de Estado".