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Alberto do Mónaco foi tido ao longo dos anos como um sedutor implacável, apreciador de desporto e de festas, que permaneceu solteiro até os seus 50 anos. Após a sua fama de ‘playboy’ ser alimentada pela sua constante presença ao lado de várias mulheres famosas, ainda surgiu os rumores de que poderia ser homossexual.
O que no início parecia ter algum humor, mais tarde veio a revelar-se um assunto maçador. Numa entrevista à revista francesa 'Madame Figaro', em 1994, Alberto revelou: "Ao princípio até teve graça, mas ao fim de algum tempo torna-se muito irritante ouvir constantemente dizer que sou homossexual."
A sua vida ficou marcada por vários episódios controversos, desde os crescentes rumores da sua vida boémia até os dois filhos concebidos fora do casamento. Aquilo que parecia ser o destino do príncipe de Mónaco, o de um solteirão irresponsável foi salvo pelo seu namoro, em 2006, com Charlene – a ex-nadadora sul-africana. Em 2011 deu-se o menos inesperado, o casamento real, mas mesmo assim muito se tem especulado se esta não terá sido uma união por conveniência.
Conveniência ou não, a verdade é que Charlene acabou por salvar o trono do Mónaco. Em simultâneo, acabou também por salvar Alberto ao "limpar" a sua reputação e fazendo com que ele mantivesse o seu legado. Hoje, o estilo de vida do príncipe regente nada tem a ver com o seu passado boémio. O antigo 'don juan' transformou-se num marido e pai dedicado. Também o seu trabalho ao serviço da coroa tem merecido muitos elogios.
Mas Charlene não apenas restaurou a reputação de Alberto. Ao conseguir ser mãe, a sul-africana deu ao Mónaco o tão desejado herdeiro do trono. Com Jacques a continuação dos Grimaldi está assegurada e Alberto já não tem que se preocupar com a sucessão.