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Foi há quase 25 anos que Iñaki Urgandarín, na catedral de Barcelona, colocou uma aliança de ouro no dedo anelar da sua noiva, a infanta Cristina, filha do então rei de Espanha, Juan Carlos. Essa aliança era o símbolo maior da sua lealdade, fidelidade e amor para com a mulher com quem tinha subido ao altar.
Só que, afinal, o antigo atleta olímpico acabou por quebrar todas as juras feitas nesse dia na capital da Catalunha. Foi apanhado a trair a mulher com uma colega de trabalho, Ainhoa Armentia, com quem mantém uma relação sentimental e que já não esconde de ninguém.
Mas perante todas as evidências de infidelidade e de já ter decidido que vai avançar para o divórcio, Cristina mantém a aliança de casamento no dedo. As razões para esta atitude pouco compreensível são agora reveladas pela jornalista e escritora, Pilar Eyre.
Diz a especialista em assuntos da realeza espanhola que a irmã de Felipe VI mantém a aliança por ser uma mulher muito religiosa que "respeita a instituição do casamento". Só isso explica, do ponto de vista de Pilar Eyre, que Cristina continue a usar esta peça em ouro.
"Uso a aliança há quase 25 anos e continuarei a usá-la até que seja decretado o divórcio", já explicou a própria infanta que está desolada com o desfecho do seu casamento com o pai dos seus quatro filhos.
Mas esta religiosidade de Cristina não é a única razão para esta sua decisão. A jornalista e escritora considera que é por a infanta ter a consciência muito tranquila em relação a tudo o que se passou. Pilar Eyre acredita que a filha de Juan Carlos está muito orgulhosa de si e do seu comportamento. Não existe nada de que se possa envergonhar. Logo, continuar a usar a aliança é como que a dizer ao mundo que a mulher traída foi ela.