A desclassificação dos documentos sobre a tentativa de golpe de Estado de 23 de fevereiro de 1981 acabaram por revelar o verdadeiro papel de Juan Carlos - que na altura ocupava o trono de Espanha - teve nesse momento histórico do país. Durante muitos anos permaneceu a dúvida de que lado estaria o rei. Estes documentos vieram, finalmente, esclarecer tudo.
Está confirmado que Juan Carlos afinal tinha selado um compromisso com a democracia opondo-se com mão de ferro aos golpistas. Isto pode significar a reconciliação definitiva dos espanhóis com o homem cujo papel foi determinante para consolidar a democracia espanhola.
Logo que estes documentos foram desclassificados surgiram muitas movimentações a apelar ao regresso definitivo do rei emérito a Espanha. Cresce a vontade que Juan Carlos possa passar os últimos dias da sua vida no país que tanto ama e que é o que é hoje pela sua intervenção.
O Palácio da Zarzuela ainda não se pronunciou oficialmente sobre a possibilidade deste regresso, mas fontes da Casa Real já deram sinais de que essa hipótese não será rejeitada dizendo que o regresso de Juan Carlos a Espanha dependerá exclusivamente da vontade do próprio. E como se sabe, o rei emérito nunca escondeu o quanto anseia poder deixar Abu Dhabi e voltar para casa.
O Governo, por sua vez, também já não se opõe ao regresso do pai do rei Felipe VI como já fez questão de dizer Félix Bolaños, ministro da Presidência, Justiça e Assuntos Parlamentares. Com um cenário muito favorável, Juan Carlos poderá aproveitar para concretizar a volta a Espanha nos próximos meses e se isso acontecer... Letizia poderá ter de "enholir mais um sapo".