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Crime

Mulher que escreveu livro infantil sobre luto já conhece a sentença por matar o marido: filho de 11 anos arrasa-a em tribunal

Kouri Richins escrevera o livro 'Estás Aqui Comigo', depois da morte inesperada do marido, Eric... até que se descobriu que foi ela que o matou.
Por Joana Guterres | 14 de maio de 2026 às 17:17
Autora de livro infantil sobre luto condenada por ter matado o marido
Kouri Richins e o marido, Eric
Kouri Richins em tribunal
Kouri Richins com o marido, Eric Richins, e o filho
Kouri Richins e o marido, Eric
Kouri Richins em tribunal
Kouri Richins com o marido, Eric Richins, e o filho

Kouri Richins, que escreveu um livro infantil sobre o luto,'Estás Aqui Comigo', após a morte trágica do marido, Eric, já foi sentenciada... pela sua morte.

A norte-americana foi sentenciada a pena de prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional pelo homicídio do homem com quem casara, decidiu um juiz do Utah esta quarta-feira, dia 13. 

Os advogados da mulher disseram que vão recorrer da condenação e da sentença. Richins afirmou na quarta-feira que o veredito é "uma mentira absoluta" e pediu aos filhos para "não desistirem" dela.

Kouri Richins fora condenada em março por homicídio agravado depois de, em 2022, ter colocado cinco vezes do que é considerada a dose letal de fentanil num cocktail que deu ao marido.

O homicídio ocorreu na sua casa perto de Park City, no Utah, em 2022. O júri também a considerou culpada de quatro outros crimes, incluindo fraude de seguros, falsificação e tentativa de homicídio, uma vez que já tinha tentado envenenar o marido semanas antes, com uma sandes com fentanil.

O juiz Richard Mrazik afirmou que Richins é "simplesmente demasiado perigosa para alguma vez ser libertada" ao proferir a sentença no dia em que o seu marido faria 44 anos, avança a agência noticiosa Associated Press.

Os procuradores disseram que Richins, agente imobiliária de 35 anos, tinha milhões em dívidas e planeava um futuro com outro homem. Abriu várias apólices de seguro de vida para o marido sem o seu conhecimento e acreditou falsamente que herdaria o seu património no valor de mais de 4 milhões de dólares após a sua morte.

Os filhos do casal tinham nove, sete e cinco anos aquando da morte do pai, há quatro anos. 

Os assistentes sociais leram cartas dos filhos, que disseram todos que se sentiriam inseguros se a mãe saísse da prisão. As crianças disseram que Richins ameaçou matar os seus animais e mostrou-lhes vídeos de crianças famintas em zonas de guerra quando estas se recusaram a comer comida crua. "Tiraste-me o meu pai sem outra razão que não fosse a ganância e só te preocupaste contigo e com os teus namorados estúpidos", disse o filho do meio, agora com 11 anos.

Os filhos "não são adereços para um livro infantil distorcido sobre dor e perda, mas foi a isso que foram reduzidos por Kouri", disse a cunhada Katie Richins Benson, que tem agora os rapazes ao seu cuidado, segundo a AP.    

Greg Hall, um amigo de longa data e parceiro de negócios de Richins, disse aos jornalistas que estava desapontado com a sentença e exortou as pessoas a "ter uma mente aberta" sobre ela.

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Durante o julgamento, os procuradores mostraram ao júri mensagens de texto entre Richins e o seu amante, nas quais esta fantasiava deixar o marido e ganhar milhões num divórcio. Os procuradores também mostraram o histórico de pesquisas na Internet do telemóvel de Richins, que incluía consultas sobre a dose letal de fentanil, prisões de luxo e a forma como o envenenamento é assinalado numa certidão de óbito.

O caso cativou os entusiastas dos crimes reais quando Richins foi presa em 2023 enquanto promovia o seu livro infantil sobre um rapaz que lidava com a morte do seu pai. 

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