João Baptista já foi um dos rostos mais requisitados da ficção nacional, mas hoje a realidade é bem diferente. Depois de um mediático processo judicial que culminou na sua condenação por violência doméstica contra a ex-namorada, Dina Kelly, as portas da televisão parecem ter-se fechado. Num desabafo cru à revista 'TV Guia' (na edição que está nas bancas), o ator não esconde a mágoa: “Confesso que o meu coração fica triste”, admite, referindo-se à ausência de convites para o pequeno ecrã.
Apesar do "gelo" das estações de televisão, o ator encontrou refúgio nos palcos. Atualmente em cena com a peça ‘A Ratoeira’, João Baptista agarra-se ao teatro para manter a sanidade e a carreira viva. “É um texto brilhante e tem um elenco de luxo. Tive inclusive o luxo de trabalhar com o mestre Ruy de Carvalho, que me passou muitos ensinamentos”, conta à mesma publicação, visivelmente grato pela oportunidade de aprender com os melhores.
Contudo, os aplausos no final de cada atuação não apagam a principal fonte de stress do ator: a sobrevivência financeira. Pai solteiro de Maria Clara, de 6 anos, João Baptista assume que a gestão doméstica tem sido um autêntico desafio de equilíbrio. “Dá trabalho ser pai solteiro. É uma das coisas que mexe comigo. Fico aflito com a questão monetária para poder criá-la em condições”, confessa frontalmente à publicação.
Sem o ordenado estável de uma novela, a vida do artista de 41 anos de idade tornou-se uma ginástica de contenção. “Não tem sido fácil, mas tudo se consegue com força de vontade. Corta-se aqui e ali. Afinal, o dinheiro não nasce nas árvores”, desabafa, sublinhando que a prioridade é o bem-estar da filha, mesmo que isso implique abdicar de confortos pessoais.
Embora mantenha a esperança de voltar à "caixinha mágica", João Baptista sabe que o caminho da redenção pública é longo. Sem desvendar projetos futuros, deixa apenas uma nota de intenções: voltará à televisão “quando fizer sentido para as duas partes”.