Terminou a exigente aventura de '1.ª Companhia' na TVI e, longe das luzes do estúdio, Maria Botelho Moniz volta a assumir o papel que mais lhe enche o coração: o de mãe. Depois de semanas intensas, divididas entre diretos, galas e noites fora de casa, a apresentadora abriu o coração à TV Guia e revelou como conseguiu equilibrar o desafio profissional com a vida familiar, sempre com o filho como prioridade absoluta.
À frente dos 'Especiais' e das galas do formato, Maria viveu um ritmo acelerado, conciliando as emissões em direto com a rotina de um menino ainda pequeno. A solução passou por uma organização rigorosa em casa. Durante a semana, foi o companheiro, Pedro Bianchi Prata, quem assegurou as noites para que pudesse estar em estúdio, enquanto a apresentadora manteve as manhãs, as idas e vindas da escola e a gestão das tardes. Aos sábados, trocavam papéis para que ele pudesse trabalhar. “Tudo se faz”, garantiu, destacando a importância de uma verdadeira “máquina bem oleada”.
Apesar do cansaço, houve momentos ternurentos que compensaram tudo. O filho entusiasma-se ao vê-la na televisão, já faz continência e imita as vozes de comando da formatura. E, quando a mãe sai para as galas de domingo, despede-se com uma frase que a deixa rendida: “A mãe vai para a tropa”.
Confrontada com a hipótese de trocar os estúdios por uma aventura radical como o Dakar, ao lado companheiro, piloto de competição, Maria responde entre risos que não sente qualquer vontade de embarcar numa experiência dessas. Para si, o essencial está noutro lugar.
O que se leva da vida? “Os bons momentos em família, as gargalhadas com amigos e as memórias que construímos. O resto é só o resto”, afirma. A televisão é uma paixão intensa, mas não pode ser a vida. Daqui a dez anos, imagina-se a trabalhar em projetos que a façam “saltar da cama com alegria”, sempre rodeada de amigos, família e filhos a crescer “saudáveis e felizes”.