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Susana Gravato, de 49 anos, foi assassinada no passado dia 21 de outubro dentro da sua própria casa, na Vagueira, freguesia da Gafanha da Boa-Hora, concelho de Vagos. Ao choque pela notícia da trágica morte da vereadora da Câmara Municipal de Vagos, acrescentou-se um outro ainda maior: a mulher morreu às mãos do filho mais novo, de apenas 14 anos.
Filho esse que na manhã desta sexta-feira, 17, conheceu a sentença pelo crime cometido: três anos de internamento [seis meses da pena já foram cumpridos] em regime fechado no Centro Educativo de Santo António, no Porto. A cada seis meses a pena será revista decretou ainda o Tribunal de Família e Menores de Aveiro.
Embora o rapaz de 14 anos tenha sido julgado à porta fechada pelo crime de homicídio qualificado, a leitura da sentença foi aberta ao público. Assim, foi possível ouvir a juíza ler a decisão judicial e a usar expressões como “insensibilidade, frieza, pouca emoção” para descrever o estado de espírito do filho de Susana Gravato ao longo dos dias em que esteve diante de si, em tribunal.
Relatórios de vários especialistas, nomeadamente pedopsiquiatras, psiquiatras, que acompanharam e avaliaram o jovem desde que ele está à guarda do já referido centro educativo apontam para traços psicopáticos muito marcados. Razão pela qual o tribunal considera que existe risco agravado do jovem, no futuro, revelar outros traços de maior violência.