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Crime

Filho de Susana Gravato não mostra arrependendimento e juíza fala em "insensibilidade, frieza, pouca emoção"

Ficou provado em tribunal que o jovem de 14 anos disparou duas vezes contra a mãe. No futuro... haverá o risco de voltar a ser violento.
Por Ana Cristina Esteveira | 17 de abril de 2026 às 14:44
O drama do marido da vereadora Susana Gravato! Perdeu a mulher e ainda não esteve com o filho de 14 anos que matou a própria mãe
Susana Gravato não pôde ser cremada devido a objeções familiares
Susana Gravato
Susana Gravato, vereadora em Vagos, vítima de homicídio pelo filho de 14 anos
Susana Gravato
Susana Gravato
Susana Gravato
Susana Gravato não pôde ser cremada devido a objeções familiares
Susana Gravato
Susana Gravato, vereadora em Vagos, vítima de homicídio pelo filho de 14 anos
Susana Gravato
Susana Gravato
Susana Gravato

Susana Gravato, de 49 anos, foi assassinada no passado dia 21 de outubro dentro da sua própria casa, na Vagueira, freguesia da Gafanha da Boa-Hora, concelho de Vagos.  Ao choque pela notícia da trágica morte da vereadora da Câmara Municipal de Vagos, acrescentou-se um outro ainda maior: a mulher morreu às mãos do filho mais novo, de apenas 14 anos.

Filho esse que na manhã desta sexta-feira, 17, conheceu a sentença pelo crime cometido: três anos de internamento [seis meses da pena já foram cumpridos] em regime fechado no Centro Educativo de Santo António, no Porto. A cada seis meses a pena será revista decretou ainda o Tribunal de Família e Menores de Aveiro.

Embora o rapaz de 14 anos tenha sido julgado à porta fechada pelo crime de homicídio qualificado, a leitura da sentença foi aberta ao público. Assim, foi possível ouvir a juíza ler a decisão judicial e a usar expressões como “insensibilidade, frieza, pouca emoção” para descrever o estado de espírito do filho de Susana Gravato ao longo dos dias em que esteve diante de si, em tribunal.

Relatórios de vários especialistas, nomeadamente pedopsiquiatras, psiquiatras, que acompanharam e avaliaram o jovem desde que ele está à guarda do já referido centro educativo apontam para traços psicopáticos muito marcados. Razão pela qual o tribunal considera que existe risco agravado do jovem, no futuro, revelar outros traços de maior violência.

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