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Polémica

Joana Latino aponta o dedo ao silêncio de Carolina Deslandes sobre método de perda de peso: "A armar-se em pedante e a armar-se em superior"

A jornalista e comentadora do 'Passadeira Vermelha' considera que, como figura pública, a cantora devia revelar o método e a motivação por detrás da sua impressionante perda de peso dos últimos tempos.
A incrível transformação física de Carolina Deslandes
Joana Latino, Carolina Deslandes
Carolina Deslandes
Carolina Deslandes
Carolina Deslandes
Carolina Deslandes
Carolina Deslandes
Joana Latino, Carolina Deslandes
Carolina Deslandes
Carolina Deslandes
Carolina Deslandes
Carolina Deslandes
Carolina Deslandes

Muito se tem falado sobre a impressionante perda de peso de Carolina Deslandes. Dada a rapidez com que tem emagrecido, muitas são as pessoas que concluem que a cantora aderiu às famosas "canetas" GLP-1, como Ozempic ou Mounjaro. Ainda assim, Deslandes recusa-se a assumir que método usou na sua transformação corporal, que também já lhe tem rendido críticas, sendo que durante tanto tempo promoveu.

Agora, Joana Latino abordou o assunto no 'Passadeira Vermelha', da SIC, e apontou o dedo à cantora, de 35 anos, criticando a sua decisão de esconder a forma e as motivações por detrás deste súbito emagrecimento.

"O que eu sinto é que ela tem algum dever moral de dizer o que é que se está a passar com ela, o que é que ela fez, que trabalho é que está a fazer, o que é a motiva, sobretudo emocionalmente, para ter feito esta mudança", começou por dizer.

"Porque se ela foi inspiradora na aceitação de um corpo desformatado maior, também pode ser inspiradora no seu contrário. E o que ela está a fazer é enchutar as pessoas e a armar-se em pedante e a armar-se em superior para falar desta questão", atirou então.

"O que eu acho que é lamentável e que a mim me dá a sensação que ela só a entrar no espartilho social da diminuição corporal, a pressão que a sociedade agora exerce", concluiu.

Anteriormente, a jornalista e comentadora tinha falado sobre quem começa a abusar da utilização de GLP-1 e a mensagem que estas transformações físicas passam para o público.

"Acho maravilhoso do ponto de vista médico que tenha sido encontrado um medicamento que ajuda as pessoas a sairem do estado de obesidade. O medo que eu tenho aqui em relação a isto é que as pessoas se transformem naquilo que andamos a ver nas passadeiras vermelhas de todo o mundo, que são cadáveres", afirmou, continuando: "Pessoas esquelécticas, subnutridas, com problemas de saúde claros, a fingirem que não estão nestes protocolos e a ser-nos vendido novamente que quanto mais pequeno tu és, quanto mais te diminuires fisicamente, mais valor tens. E que ter um bocadinho de peso fora dessas medidas é responsabilidade do próprio e essa pessoa é condenada socialmente por não ser um tamanho zero".

"E estamos a valorizar uma ideia que vem muito do patriarcado e que pesa sobretudo sob as mulheres, que é a obediência, o autocontrolo, a autodisciplina para tu praticamente desapareceres. E este desaparecer não é só o peso, é também a mente", concluiu.

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