Muito se tem falado sobre a impressionante perda de peso de Carolina Deslandes. Dada a rapidez com que tem emagrecido, muitas são as pessoas que concluem que a cantora aderiu às famosas "canetas" GLP-1, como Ozempic ou Mounjaro. Ainda assim, Deslandes recusa-se a assumir que método usou na sua transformação corporal, que também já lhe tem rendido críticas, sendo acusada de deixar para trás a mensagem de aceitação corporal que durante tanto tempo promoveu.
Agora, Joana Latino abordou o assunto no 'Passadeira Vermelha', da SIC, e apontou o dedo à cantora, de 35 anos, criticando a sua decisão de esconder a forma e as motivações por detrás deste súbito emagrecimento.
"O que eu sinto é que ela tem algum dever moral de dizer o que é que se está a passar com ela, o que é que ela fez, que trabalho é que está a fazer, o que é a motiva, sobretudo emocionalmente, para ter feito esta mudança", começou por dizer.
"Porque se ela foi inspiradora na aceitação de um corpo desformatado maior, também pode ser inspiradora no seu contrário. E o que ela está a fazer é enchutar as pessoas e a armar-se em pedante e a armar-se em superior para falar desta questão", atirou então.
"O que eu acho que é lamentável e que a mim me dá a sensação que ela só a entrar no espartilho social da diminuição corporal, a pressão que a sociedade agora exerce", concluiu.
Anteriormente, a jornalista e comentadora tinha falado sobre quem começa a abusar da utilização de GLP-1 e a mensagem que estas transformações físicas passam para o público.
"Acho maravilhoso do ponto de vista médico que tenha sido encontrado um medicamento que ajuda as pessoas a sairem do estado de obesidade. O medo que eu tenho aqui em relação a isto é que as pessoas se transformem naquilo que andamos a ver nas passadeiras vermelhas de todo o mundo, que são cadáveres", afirmou, continuando: "Pessoas esquelécticas, subnutridas, com problemas de saúde claros, a fingirem que não estão nestes protocolos e a ser-nos vendido novamente que quanto mais pequeno tu és, quanto mais te diminuires fisicamente, mais valor tens. E que ter um bocadinho de peso fora dessas medidas é responsabilidade do próprio e essa pessoa é condenada socialmente por não ser um tamanho zero".
"E estamos a valorizar uma ideia que vem muito do patriarcado e que pesa sobretudo sob as mulheres, que é a obediência, o autocontrolo, a autodisciplina para tu praticamente desapareceres. E este desaparecer não é só o peso, é também a mente", concluiu.