Ákos Buzsáky, antigo internacional húngaro que passou pelo futebol português, está desaparecido. A polícia já está a investigar e a tentar perceber os contornos deste mistério. A última vez que o antigo jogador, de 44 anos, terá sido visto foi a 18 de agosto, em Budapeste.
Entretanto, o pai de Ákos, em declarações ao jornal húngaro Blikk, admite que só descobriu que o filho estava a ser procurado pelas autoridades através das notícias. “Não sabia que a polícia também andava à procura do meu filho”, contou, visivelmente preocupado.
A distância entre pai e filho ajuda a explicar como foi possível só saber que o filhos estava desaparecido pela Imprensa. Ákos vive grande parte do ano na Grécia, onde trabalha actualmente como empreiteiro na área da construção.
“Passou lá quase todo o ano passado. Como não vivemos debaixo do mesmo teto, não é de estranhar que falemos com menos frequência”, explicou o pai. A última conversa entre os dois aconteceu, segundo o mesmo relato, na semana passada, quando Ákos estava em casa.
Desde que deixou o futebol profissional, o antigo médio afastou-se praticamente por completo da vida pública. Para quem o conheceu dentro das quatro linhas, porém, o nome continua a ser familiar. Buzsáky chegou a Portugal em 2002, vindo do MTK Budapeste para o FC Porto. José Mourinho era então o treinador dos dragões e o jovem húngaro fazia parte de uma equipa que começava a preparar uma das fases mais marcantes da história recente do clube.
A passagem pelo Porto acabou por ser curta. Mais tarde, foi emprestado à Académica e acabou por seguir para Inglaterra, onde construiu grande parte da carreira. Vestiu ainda a camisola da seleção da Hungria em 20 ocasiões.
As autoridades ainda não explicaram em que circunstâncias desapareceu nem o que poderá ter acontecido desde o último contacto conhecido