André Ventura seguirá para a segunda volta das Presidenciais, numa noite em que, mais uma vez, teve a seu lado aquele que é um dos seus grandes pilares pessoais: a mulher, Dina Ventura, com quem é casado desde 2016.
Quando em 2019 fundou o Chega, André Ventura tinha na mulher, fisioterapeuta de crianças, como que um braço direito no partido. Dina estava presente em todos os momentos importantes da vida do marido e nas redes sociais o advogado não se coibia de divulgar várias fotografias com a companheira, em momentos como férias ou até nas entrevistas mais pessoais que dava.
"É normal o André querer ter a mulher ao seu lado, sendo a família uma das bandeiras mais importantes do partido. É uma das componentes católicas conservadoras que o André quer reforçar", revelou na altura da fundação uma fonte à revista Sábado.
Porém, essa posição alterou-se à medida que o partido se foi radicalizando, crescendo também as ameaças em torno da figura de Ventura, e que acabaram por se estender à família, fazendo com que o político fosse obrigado a tomar medidas mais severas, principalmente em relação à mulher. Hoje, Dina apenas aparece em momentos chave para o partido, nomeadamente as noites eleitorais. "As pessoas naturalmente reconhecem-na, sabem quem ela é e respeitam a liberdade dela. Mas acredito que depois, fora do trabalho, haja outro tipo de mal-estar ou ameaças", revelou à Sábado Sandra Matias, amiga de Dina e mulher político Manuel Matias, em setembro de 2020.
Acabaria também por colocar um pouco da sua vida pessoal em suspenso, uma vez que, devido à sua exposição e ao facto de andar diariamente com seguranças, Ventura admitiria que havia adiado a decisão de ter filhos, com impacto direto na vida da companheira, que sacrifica assim o seu desejo para apoiar o companheiro.
"Ainda não desisti de ter filhos, gostava de ter. Mas vivo sempre com segurança, tenho sempre limitação nas deslocações que faço. Foi uma vida que eu escolhi, mas isso também me leva a pensar nas condições em que estou hoje, se tenho condições para dar aos meus filhos uma vida de segurança, que é o mínimo que eu lhes poderia querer dar e nós hoje temos de ter cuidados de segurança que eu não tinha há dez anos", explicou em conversa com Diana Chaves e João Baião no programa 'Casa Feliz', da SIC.