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Memória

Recorda-se de Beatriz Lebre, a jovem assassinada aos 23 anos? Mãe não quer que Portugal a esqueça

Foi assassinada por um colega de faculdade e, mais de seis anos depois, a mãe continua a lutar para que Beatriz Lebre não seja lembrada apenas pela forma brutal como morreu, mas também pela jovem que era antes do crime.
Ana Cristina Esteveira
Recorda-se de Beatriz Lebre, a jovem assassinada aos 23 anos? A mãe não quer que Portugal a esqueça
Beatriz Lebre
Beatriz lebre
Beatriz Lebre, Ruben Couto
Beatriz Lebre
Beatriz lebre
Beatriz Lebre
Beatriz lebre
Beatriz Lebre, Ruben Couto
Beatriz Lebre
Beatriz lebre

Beatriz Lebre tinha 23 anos, era natural de Elvas e estudava Psicologia em Lisboa. No ISCTE, frequentava o mestrado em Psicologia Social e das Organizações. Fora da faculdade, interessava-se por música, cinema, teatro, filosofia e literatura. O piano era uma das suas grandes paixões.

A família deixou de conseguir contactá-la em maio de 2020. As buscas terminaram de forma trágica a 29 de maio, quando o corpo da estudante foi encontrado no rio Tejo, junto a Santa Apolónia. Rúben Couto, de 25 anos, colega de mestrado, tinha confessado o homicídio. O crime ocorrera uma semana antes, na noite de 22 de maio.

A investigação apontou para uma aproximação amorosa não correspondida. Mas Paula Lebre fez questão de corrigir uma versão que começou a circular na comunicação social: Rúben Couto não era namorado da filha. Eram colegas de faculdade. A mãe não queria que lhe fosse atribuída uma relação que Beatriz não reconhecia — muito menos que essa ideia ficasse associada à memória da jovem.

O processo nunca chegou a julgamento. Rúben Couto, que estava em prisão preventiva, foi encontrado morto no Estabelecimento Prisional de Lisboa, no início de julho de 2020. A sua morte deixou por realizar o julgamento que permitiria discutir o caso em tribunal.

Agora, Paula Lebre prepara-se para publicar 'Beatriz: uma melodia interrompida'. O livro chega às livrarias em outubro e nasce da vontade de recuperar a vida da filha para lá das notícias sobre o homicídio. Nas palavras da editora, a obra reúne memórias de uma mãe que procura prolongar no livro a existência de Beatriz e chamar a atenção para a violência contra as mulheres.

A publicação tem lançamento marcado para 24 de outubro, em Elvas, e para 28 de outubro, no ISCTE, em Lisboa — dois lugares ligados à vida de Beatriz.

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