Aos 67 anos, António Rosa entrou na sexta temporada do programa 'Casados à Primeira Vista', da SIC, com um objetivo claro: encontrar o amor. A experiência na televisão ao lado de Quinita não correu como esperado para o grande rival de Carlos e o concorrente acabou por desistir, mas o verdadeiro pesadelo aguardava-o no regresso à vida real.
Num dia aparentemente normal, enquanto se deslocava ao Mercado Municipal de Faro, António foi subitamente abordado por agentes da autoridade e detido. Acusado de posse de drogas e armas, o ex-participante da SIC revelou, em declarações à revista 'TV 7 Dias', os momentos de terror que se seguiram.
Por trás da forte operação policial esteve uma denúncia do próprio filho, com quem António mantém uma guerra acesa. "Tenho um processo em tribunal que o meu filho me pôs, em que fui preso pela polícia a seguir às gravações", explicou. Conduzido à esquadra da PSP, o homem viu-se obrigado a passar por situações altamente humilhantes.
"Fiquei uma noite detido. Tiveram de escrever que eu não era detentor de nada. Já nem voltei algemado, mas, entretanto, a juíza de instrução criminal já tinha ido embora e tive de passar uma noite numa cela prisional na PSP. Até os óculos me tiraram. Tive de me despir nu à frente de três polícias. Foi o maior trauma da minha vida", desabafou, visivelmente abalado.
As buscas estenderam-se às suas viaturas e propriedades, mas as autoridades nada encontraram. "Nem nunca um charro fumei na vida, claro que não tinha nada. O meu filho armou-me uma cilada", garantiu António, revoltado, deserdando o familiar de forma pública: "Ele não é meu filho, deixou de ser no dia 16 de abril. Ele cometeu o crime de falsas declarações, denúncia caluniosa e difamação".
Afastado da família, o ex-concorrente chora o corte total de relações e o facto de estar privado de conviver com a descendência. "Não conheço os meus dois netos. E fui um pai presente e dedicado. É duro quando um filho destrata um pai assim. É uma dor comparável à morte de um filho", confessou com profunda tristeza.
Decidido a provar a sua inocência e a limpar o seu nome, António Rosa confirma que o caso corre agora os seus trâmites legais. "O processo está a decorrer, mas avisaram-me para não contactar mais com o meu filho, por meio nenhum", concluiu, com a certeza de que as autoridades já perceberam que foi alvo de uma calúnia.