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"A atriz Maria João Robalo sofreu uma queda nas instalações do TCSB – Teatro da Cerca de São Bernardo, da qual resultaram ferimentos muito graves. Está internada nos Cuidados Intensivos dos Hospitais da Universidade de Coimbra, em situação estável, não sendo possível neste momento adiantar qualquer prognóstico nem prever o tempo de recuperação" lia-se no comunicado da companhia 'A Escola da Noite' da qual fazia parte a atriz.
Este terrível acidente - que deixou Maria João Robalo, na altura com 41 anos, com lesões graves e permamentes - aconteceu em julho de 2019. Desde, então, a atriz tem esperado que se faça justiça e sem apurem os culpados pela falta de condições de segurança no Teatro da Cerca de São Bernardo, em Coimbra.
Sete anos após o acidente de trabalho, o Ministério Público (MP) acusa agora a então vereadora da Cultura, Carina Gomes, e outros responsáveis da Câmara de Coimbra, assim como membros da direção da Escola da Noite. São sete os acusados que irão a tribunal.
"O MP considera que a vereadora, tal como os responsáveis do Departamento de Obras Municipais (diretor e chefe de divisão) 'estavam bem cientes dos problemas de segurança existentes' e nada fizeram. A acusação acrescenta que tinham, inclusivamente, conhecimento de que, face à inércia do município, a Escola da Noite já tinha feito algumas substituições do material original ao nível do varandim, sendo-lhes 'exigível que tivessem diligenciado por aferir se esse material tinha as mesmas características do inicial'” lê-se no Correio da Manhã.
António Barros, Pedro Rodrigues e Rui Valente, elementos da direção da Escola da Noite, são acusados porque substituíram o material original danificado por outro de qualidade inferior, que oferecia menor segurança.