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Poucas surpresas, muita diversidade e 'Nomadland': eis o resumo da 93ª cerimónia dos Óscares

O filme de Chloé Zhao foi o vencedor de uma noite (maioritariamente) passada em Los Angeles que, apesar das poucas surpresas, vai ficar para a história dos prémios da Academia.
26 de abril de 2021 às 08:17
Quer saber quem venceu? Confira os premiados da cerimónia dos Óscares
Frances McDormand ganhou a estatueta na categoria de melhor atriz principal, pelo filme vencedor da noite, 'Nomadland - Sobreviver na América'.
A equipa de 'Nomadland - Sobreviver na América', incluindo a realizadora Chloé Zhao e a atriz principal e produtora Frances McDormand, ao receber o prémio de melhor filme.
Daniel Kaluuya triunfou na categoria de melhor ator secundário pela sua interpretação do ativista negro Fred Hampton em 'Judas e o Messisas Negro'.
Chloé Zhao recebe a estatueta de melhor realizadora por 'Nomadland - Sobreviver na América'
Youn Yuh-jung com o prémio de melhor atriz secundária, junto a Brad Pitt, que o anunciou
Emerald Fennell junto ao Óscar para melhor argumento adaptado, que conquistou por 'Uma Miúda com Potencial'.
Thomas Vinterberg, realizador de 'Mais Uma Rodada', vencedor do prémio de melhor filme internacional.
H.E.R. arrecadou o Óscar de melhor música pelo tema 'Fight for You', de 'Judas e o Messias Negro'.
Frances McDormand, óscares
Daniel Kaluuya, Óscares
Chloé Zhao, óscares
Youn Yuh-jung, Brad Pitt, óscares
Emerald Fennell, óscares
Thomas Vinterberg, óscares
H.E.R., óscares

A cerimónia dos Óscares da noite deste domingo foi, de facto, diferente das restantes, como obrigou as limitações impostas pela pandemia, no entanto a festa de Hollywood não deixou de ser feita, mesmo que num ritmo mais lento do que o tradicional. Liderada pelos dezoito apresentadores que deram cor ao espetáculo, num evento que teve como objetivo assimilar-se a um filme, alterando o formato normal – e pondo de parte os habituais pedaços de ‘stand-up’ – e transformando-o mais numa pequena festa (ainda mais) privada transmitida para todo o mundo.

E fez-se a festa não só no Dolby Theatre e na Union Station, em Los Angeles, mas também em Londres, Paris, Roma, Praga, Sídnei e Seul – na capital sul-coreana, surgiu Bong Joon-ho, realizador de ‘Parasitas’, a apresentar o vencedor em inglês e sul-coreano, ao lado de uma intérprete – simbolizando a extensão da festa dos Óscares para lá do recinto de Hollywood, tornando a necessidade de a diversificar geograficamente numa componente adicional do espetáculo, contribuindo com um brilho distinto à festa, num rol que teve como premiados profissionais vindos de países tão diversos como Noruega, Dinamarca, China, Coreia do Sul, França ou Reino Unido.

Diversidade essa que não foi só geográfica: Chloé Zhao tornou-se a primeira mulher asiática a vencer o Óscar de melhor realizadora, e o seu ‘Nomadland – Sobreviver na América’ foi o grande vencedor da noite dos Óscares, tendo levado para casa a estatueta de melhor filme, assim como a de melhor atriz principal, através de Frances McDormand. Já ‘Mank’, a grande aposta da Netflix realizada pelo incontornável David Fincher apenas se ficou pelos prémios técnicos (design de produção e fotografia), apesar de ter chegado como o filme com mais nomeações. A amplamente aclamada interpretação de Anthony Hopkins no filme 'O Pai' foi considerada merecedora da estatueta de melhor ator principal, com o ator veterano a não ter marcado presença no evento, conduzindo o evento a um final anticlimático, dado que se tratou da última categoria a ser anunciada, quando muitos esperavam que a alteração da ordem apontasse para uma coroação póstuma de Chadwick Boseman.

Por outro lado, os prémios para ator e atriz secundários foram para o (relativamente) jovem Daniel Kaluuya por ‘Judas e o Messias Negro’, que incluiu o ativista que interpretou, Fred Hampton, na sua lista de agradecimentos, e para a veterana sul-coreana Yoon Yuh-jung, por ‘Minari’, cujo elevado reconhecimento local se transformou agora em global, notando-se humildade a rodos no seu discurso – "como é possível ganhar à Glenn Close, vejo os seus filmes há tantos anos?", interrogou-se, após a norte-americana sair do recinto de mãos a abanar pela oitava vez nas cerimónias da Academia.

Finalmente, o filme dinamarquês de Thomas Vinterberg, ‘Mais uma Rodada’, conquistou o Óscar de melhor filme internacional, com o seu realizador a fazer uma sentida dedicação a Ida, a sua filha que faleceu num acidente de viação em 2019. ‘Soul: Uma Aventura com Alma’ cumpriu as expetativas e conquistou a estatueta para o melhor filme de animação, enquanto que ‘A Sabedoria do Polvo’, a história da ligação de um homem e um polvo, que, através da Netflix, aqueceu os corações de muitos nas últimas semanas, ganhou na categoria de melhor documentário.

Confira em baixo a lista dos vencedores dos principais prémios:

Melhor filme – ‘Nomadland – Sobreviver na América’

Melhor realizadora – Chloé Zhao (‘Nomadland – Sobreviver na América’)

Melhor ator principal – Anthony Hopkins ('O Pai')

Melhor atriz principal – Frances McDormand ('Nomadland - Sobreviver na América')

Melhor ator secundário – Daniel Kaluuya (‘Judas e o Messias Negro’)

Melhor atriz secundária – Yoon Yuh-jung (‘Minari’)

Melhor argumento original – Emerald Fennell (‘Uma Miúda com Potencial’)

Melhor argumento adaptado – Christopher Hampton e Florian Zeller (‘O Pai’)

Melhor filme internacional – ‘Mais Uma Rodada’ (Dinamarca)

Melhor filme de animação – ‘Soul: Uma Aventura com Alma'

Melhor documentário – ‘A Sabedoria do Polvo’

Melhor banda sonora –  ‘Soul: Uma Aventura com Alma’

Melhor música original – H.E.R - ‘Fight for You’ (‘Judas e o Messias Negro’)

 

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