Clientes sentados com distâncias seguras, desinfeção das mãos à entrada do restaurante, medição da temperatura corporal e realização de testes covid-19 aos trabalhadores são as algumas regras que a restauração propôs ao Governo para o pós estado de emergência.
Em entrevista à Lusa, o presidente da associação nacional de restaurantes PRO.VAR (Promover e Inovar a Restauração Nacional) defende a implementação de testes covid-19 obrigatórios para "todos os funcionários do setor da restauração" e "financiados pelo Governo".
"Era importante que o Governo fizesse um rastreio de 15 em 15 dias ou semanalmente a todos os funcionários de modo a permitir uma segurança praticamente absoluta", defende Daniel Serra.
A associação também recomenda aos empresários do setor que façam uma "desinfeção integral" das mesas e cadeiras após os clientes se irem embora.
"Tem de haver segurança absoluta dos trabalhadores e confiança do cliente para frequentar o restaurante. Queremos ter segurança extrema, para que haja uma confiança extrema e para que sejamos um exemplo para o mundo e para que o turismo regresse", declara Daniel Serra.
A questão da distância entre clientes à mesa do restaurante e a medição de temperatura dos trabalhadores à entrada e à saída do trabalho e dos clientes à entrada são outras propostas validadas pela associação de restaurantes.
Higienizar o espaço durante a noite através do ar condicionado com produtos que sejam colocados de forma generalizada faz também parte do rol de novas regras propostas pela PRO.VAR ao Governo.
O setor de restaurantes e cafés foi afetado com a pandemia do novo coronavírus e a maioria teve de encerrar ou trabalhar no registo de 'take away'.
O decreto presidencial que renovou o estado de emergência até 02 de maio prevê "a possibilidade de futura reativação gradual, faseada, alternada e diferenciada de serviços, empresas e estabelecimentos".
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