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Um estudo publicado no ‘The BMJ’, publicação de cariz científico da British Medical Association, descortinou que indivíduos que tenham estado infetados com covid-19 poderão ter maiores riscos de desenvolver distúrbios relativos à saúde mental.
"Apesar de se verificar que o peso de distúrbios relativos à saúde mental poderá ter aumentado entre toda a população durante a pandemia de covid-19, os nossos resultados sugerem que as pessoas infetadas com covid-19 estão suscetíveis a um maior risco de distúrbios de saúde mental do que os seus contemporâneos que nunca estiveram infetados, o risco é também evidente em comparação com um grupo de controlo histórico [prévio à pandemia]. As conclusões sugerem que há uma vulnerabilidade maior para pessoas com covid-19", pode ler-se no texto assinado pelo epidemiologista clínico Yan Xie, o estudante de medicina Evan Xu e o diretor da publicação, Ziyad Al-Aly.
Para além disso, de acordo com o estudo, estes riscos são maiores do que em indivíduos que estiveram infetados com influenza, isto é, o vírus da gripe, e abrangem um vasto leque de condições – "ansiedade, depressão, stress, uso de opioides ou outras substâncias, declínio cognitivo e distúrbios relacionados com o sono –, sendo que estes riscos foram verificados inclusive entre os indivíduos infetados com covid-19 que não requereram hospitalização. O estudo conclui ainda que abordar estes distúrbios de saúde mental entre os sobreviventes à covid-19 deverá ser uma prioridade.