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Seleção feminina de andebol de praia da Noruega foi multada em 1500 euros recusar jogar de biquíni

Ministro da Cultura e do Desporto considera a decisão “ridícula” e refere que as atitudes têm de mudar no mundo “machista e conservador” do desporto internacional. Presidente da federação relembra que a prioridade deve estar no conforto das atletas. Regulamentos falam em imagem “atraente”, enquanto que a EHF garante que já foram dados os primeiros passos para modificar a situação.
21 de julho de 2021 às 18:31
A seleção norueguesa de andebol de praia feminino que se revoltou contra os equipamentos "ultrapassados"
Seleção feminina da Noruega, de calções, contra a Espanha
A seleção nacional de andebol feminino da Norugea, utilizando calções
Em 2018, contra a Grécia, com o uniforme regulamentar.
Seleção feminina da Noruega, no tradicional biquíni, contra a congénere dos Países Baixos
Seleção feminina da Noruega, de calções, contra a Espanha
Seleção feminina da Noruega, de calções, contra a Espanha
noruega, andebol de praia feminino
noruega, andebol de praia feminino
noruega, andebol de praia feminino
noruega, andebol de praia feminino
noruega, andebol de praia feminino
noruega, andebol de praia feminino

A seleção feminina de andebol de praia da Noruega terminou em quarto lugar no europeu da modalidade realizado na passada semana, na cidade búlgara de Varna, mas esse facto acabou por ser ofuscado pela polémica que circundou o final da participação norueguesa neste campeonato europeu.

Isto porque, em desagrado com o biquíni previsto no regulamento, as jogadoras da Noruega preferiram utilizar calções para o seu jogo de terceiro e quarto lugar contra a Espanha. Por conseguinte, a EHF, Federação Europeia de Andebol, puniu a Noruega com uma multa de 1500 euros, correspondente a 150 euros por jogadora, sob a justificação de que o equipamento da equipa nórdica não se enquadrava nos regulamentos definidos pela Federação Internacional de Andebol, a IHF – o equipamento masculino, por sua vez, é distinto, e prevê o uso de calções. 

A federação norueguesa garantiu às suas atletas que iria cobrir quaisquer coimas que adviessem da decisão e apoiou a iniciativa, com o seu presidente, Kare Geir Lio, a explicar que "o mais importante deveria ser o conforto das atletas com o equipamento." Algo que vai contra a posição do IHF, que constata que os equipamentos dos atletas "contribuem para o aumento do desempenho desportivo enquanto mantêm coerente a imagem atraente do desporto."


o Ministro da Cultura e do Desporto da Noruega, Abid Raja, considerou a situação "completamente ridícula" e afirmou que "uma mudança de atitude é necessária no mundo machista e conservador do desporto internacional." Duas jogadoras da equipa foram convidadas pelo programa 'Lorraine', no canal inglês ITV, para abordar este tema: Julie Berg declarou que "já há muito tempo que queríamos mudar isto, mas decidimos fazer isto durante o nosso último jogo, para marcar posição, queremos que mudem os regulamentos", enquanto que Tonje Lerstad exclamou que não lhes foi dada "qualquer boa razão" para que não fosse possível usar calções, justificando-se apenas com as regras.

Posteriormente, a EHF reagiu à polémica, indicando que as 50 federações-membro terão "decidido que a recém-eleita comissão de andebol de praia irá lidar com o tópico e redigir sugestões para serem apresentadas à IHF", alegando que "a reação é baseada em ignorância do procedimento", mas assegura que "a posição das jogadoras já foi reconhecida e os próximos passos, em coordenação com a IHF já estarão a ser dados."

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