O progenitor dos meninos não quer trabalhar, vive numa barraca e, com a ajuda de um advogado, que lhe terá redigido o comunicado enviado à imprensa, pediu apoios para ficar com os filhos. Tem tanto interesse neles que, até dia 29 de maio, dez dias após a data do abandono pela progenitora em Portugal, não tinha sequer apresentado um requerimento na justiça para ficar com os meninos. E a família? Todos em silêncio. Ninguém quis ficar com as crianças. Estarão numa instituição.
As crianças francesas abandonadas já estão em Colmar, onde viviam antes de serem trazidos para Portugal pela mãe e pelo padrasto. Tudo aconteceu em dois dias, sob grande secretismo.
Diante do juiz, Marine Rousseau - que virou costas às duas crianças de cinco e três anos - mostrou-se impávida quando foi interrogada sobre as razões que a levaram a cometer o abandono dos meninos.
Zacharie e Barthélémy, de apenas cinco e três anos, já voltaram para a cidade onde nasceram ainda que não possam regressar a casa, aos seus quartos e aos seus brinquedos. Nem para junto do irmão mais velho.
Por muito que queira e ame os pequenos Zacharie e Barthélémy, este pai enfrenta fortes entraves que o impedem de ficar com os filhos. As razões são arrepiantes e lamentáveis.
Portugal está rendido ao homem humilde de Alcácer do Sal que acolheu Zacharie e Barthélémy. Ele, que é pai de 10 filhos, já nem se importava de ficar para sempre com as duas crianças abandonadas.