Sara Figueiredo não fazia ideia que o filho estava do outro lado do mundo, porque ele fingia estar em Lisboa quando trocavam mensagens. Agora, ninguém sabe dele e Sara foi contactada por um desconhecido que também estava na Tailândia e que lhe disse para ir às autoridades.
O progenitor dos meninos não quer trabalhar, vive numa barraca e, com a ajuda de um advogado, que lhe terá redigido o comunicado enviado à imprensa, pediu apoios para ficar com os filhos. Tem tanto interesse neles que, até dia 29 de maio, dez dias após a data do abandono pela progenitora em Portugal, não tinha sequer apresentado um requerimento na justiça para ficar com os meninos. E a família? Todos em silêncio. Ninguém quis ficar com as crianças. Estarão numa instituição.
"Não tenho contactos com a GNR, nem forma de saber dos meninos", explicou o homem que encontrou os dois irmãos franceses à beira de uma estrada, em Alcácer do Sal.
As crianças francesas abandonadas já estão em Colmar, onde viviam antes de serem trazidos para Portugal pela mãe e pelo padrasto. Tudo aconteceu em dois dias, sob grande secretismo.
Parece que as autoridades inglesas sabem quem é o responsável pelo desaparecimento da menina britânica que passava férias com a família no Algarve quando levou sumiço...
Zacharie e Barthélémy, de apenas cinco e três anos, já voltaram para a cidade onde nasceram ainda que não possam regressar a casa, aos seus quartos e aos seus brinquedos. Nem para junto do irmão mais velho.
O desporto, uma paixão comum a Diogo Jota, como que tem salvado Rute Cardoso, que estabelece novas metas e formas de vida depois da partida do seu grande amor.
Melanie Tavares, do Instituto de Apoio à Criança, traça um quadro assustador para o futuro dos meninos franceses largados na beira da estrada pela mãe e pelo namorado desta na Comporta. Acusa estes adultos de ato "cruel e traumático" e lança um apelo às autoridades.