Esta foi uma quinta-feira muito diferente tanto para o ex-príncipe André como para o rei Carlos III.
Enquanto André sofria a maior humilhação da sua vida, detido na manhã do seu 66.º aniversário e levado pela polícia para ser interrogado durante todo o dia, o monarca marcou presença na abertura da Semana da Moda de Londres, como se nada fosse.
Sim, porque há quem diga que é impossível que o rei de Inglaterra não tivesse sido avisado previamente que a detenção do irmão ia acontecer... o que leva a crer que Carlos fez questão de se distanciar o máximo possível da polémica, em ambiente de festa, moda e beleza que não podia contrastar mais com a situação do irmão.
Depois do desfile de Tolu Coker, que assistiu da primeira fila ao lado de Stella McCartney, o rei visitou algumas das exposições e conversou animadamente com estilistas e convidados do evento. As imagens foram partilhadas pela própria Casa Real britânica nas redes sociais... novamente um 'statement' perante todo o escândalo.
De recordar que o Palácio de Buckingham emitiu um comunicado com a reação de Carlos à detenção do irmão.
"Soube com profunda preocupação das notícias sobre André Mountbatten-Windsor e as suspeitas de má conduta em cargo público. O que se segue agora é o processo justo e adequado através do qual o assunto será investigado pelas autoridades competentes", começou por escrever.
"Nisto, tal como disse antes, eles terão o nosso apoio e cooperação total. Permitam-me ser claro: a lei tem de seguir o seu curso. À medida que este processo continua, não será justo eu voltar a pronunciar-me sobre este assunto. Até lá, a minha família e eu continuaremos no nosso dever de vos servir a todos", rematou.
Recorde-se que, além dos rumores de que abusava sexualmente de menores de idade na infame ilha de Epstein, há ainda suspeitas de ter passado informações confidenciais sobre o seu trabalho como enviado comercial do Reino Unido ao magnata norte-americano, que morreu na prisão em 2019. Essas informações incluíam, alegadamente, oportunidades de investimento no Afeganistão, que seriam supervisionadas pelas forças britânicas e financiadas pelo governo do Reino Unido.