A família Vaz Maia volta a estar a braços com a Justiça e no centro de mais um escândalo mediático. Depois de no verão de 2025 o cantor Nininho Vaz Maia ter sido detido por suspeitas de envolvimento com uma rede internacional de tráfico de droga, agora é o irmão caçula a ser detido por suspeitas de ter sido um dos polícias que torturou imigrantes na Esquadra do Rato, em Lisboa.
No bairro da Picheleira, a avó Henriqueta tem o coração desfeito e não quer acreditar naquilo que está a acontecer ao neto, cujo nome está envolvido numa investigação de tráfico de droga.
Contratos televisivos e impasse com futuras marcações de concertos preocupam artista, que teme que o processo de tráfico de droga se arraste no tempo e entretanto a sua carreira já esteja condenada.
O cantor, agora constituído arguido num processo de branqueamento e de tráfico, viu de tudo um pouco no bairro em que cresceu: de pessoas mortas a o seu ídolo lhe ser 'roubado'. Pelo que sofreu, sempre repetiu como um mantra que não iria permitir que o mesmo acontecesse aos filhos. No entanto, tantos anos volvidos, volta a ver o estigma do passado a persegui-lo.
Avelino Vaz Maia (Nininho nas lides da música) apresenta-se este sábado no Campo Pequeno em Lisboa e dia 15 na Super Bock Arena no Porto. Esta é a história de um jovem como tantos outros de etnia cigana, que se agarrou à música numa das piores fases da vida, que conseguiu dar a volta e que hoje é um dos maiores fenómenos da música portuguesa