Em Oliveira de Azeméis, há uma cadela que não ladra nem julga, mas escuta com atenção. Chama-se Sakura e, sentada numa biblioteca sobre rodas, está a ajudar crianças a ultrapassar o medo de ler em voz alta.
A cientista Katalin Karikó viu a sua vida mudar completamente nos últimos três anos com mais de 100 prémios, o mais recente o Nobel da Medicina. Mas por mais de 40 anos Kati trabalhou nas sombras da universidade.
Passou duas vezes por Portugal no espaço de três meses, primeiro em junho, pelo Porto (Festival Primavera Sound), e mais recentemente, em Setembro, por Lisboa (no último dia do Festival Meo Kalorama), em dois momentos quase litúrgicos e de comunhão entre pregador e seus discípulos. As mortes dos filhos, a violência, as drogas, os amores e desamores, a religião, os arrependimentos e as crenças de uma das figuras mais negras da história da música.