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Eis a nova Primeira-Dama. Dona de farmácias, mulher de António José Seguro vai manter-se orgulhosamente longe de Belém

Margarida Maldonado é a nova primeira-dama de Portugal, ainda que não pense adotar o cargo a tempo inteiro. A família vai manter a residência oficial nas Caldas da Rainha, onde a mulher de António José Seguro gere várias farmácias, uma herança familiar que assumiu com paixão. Ainda assim, não vira a cara ao compromisso do marido e mostra-se ao lado do político em tudo nesta nova etapa.
Rute Lourenço
Rute Lourenço
08 de fevereiro de 2026 às 20:46
António José Seguro com a mulher, Margarida
António José Seguro com a mulher, Margarida

Com a eleição de António José Seguro como próximo presidente da República portuguesa, cresce o interesse em torno do homem que agora vai a caminho de Belém, mas também sobre a sua família. Quem é, afinal, a mulher que, de forma discreta, esteve a seu lado no momento da conquista e que será a próxima primeira dama?

Trata-se de Margarida Maldonado, mãe dos seus dois filhos, e com quem Seguro namora desde 1994. A história é há muito conhecida. Os dois estavam numa festa quando, a dada altura, o então jovem político decidiu subir para cima de uma coluna e os olhares dos dois se cruzaram na discoteca onde se encontravam. Semanas depois, começavam um namoro que resistira a tudo.  “A minha mulher é muito bonita, por dentro e por fora. Apaixonámo-nos à primeira vista e passados umas semanas estávamos a namorar. Somos diferentes, mas completamo-nos bem. É especial para mim", já afirmou.

O casamento aconteceu a 1 de setembro de 2001, em Santa Maria, Óbidos, com o casal a ser hoje pai orgulhoso de Maria e António. Depois do enlace, acabariam por se estabelecer nas Caldas da Rainha, um ponto seguro para o clã que, ainda que tudo possa mudar caso o político seja o novo Presidente da República, pretende manter uma estabilidade alavancada na casa de família, que funcionará como o reduto mais privado de António José Seguro. “Casa, casa será sempre a casa de família, nas Caldas, mas isso não invalida que possa ter de pernoitar no Palácio”, fez saber ao ‘Expresso’.

Nascido em Penamacor, António José Seguro acabaria por se apaixonar pelas Caldas, a terra natal da mulher, onde estabeleceria a sua atividade profissional como farmacêutica: uma paixão que herdou da família, que lhe deixaria a gestão de duas farmácias. Foi também das origens que ficaria com o gosto pelo universo político com a família a estar envolvida fortemente na luta anti-fascista.

António José Seguro com a mulher, Margarida
António José Seguro com a mulher, Margarida

No entanto, tem uma posição muito bem formada sobre a posição de primeira-dama, que não pensa vir a ocupar formalmente, ainda que não exclua aparições públicas e o devido envolvimento, sempre que necessário.

“A Margarida tem a interpretação de que não há o cargo de primeira-dama em Portugal. Continuará a fazer a sua vida profissional e estará presente quando a exigência de Estado o justifique”, diz, revelando assim que Margarida se irá manter à frente da gestão das farmácias das quais é proprietária.

ENTRE AS ORIGENS E A MODERNIDADE

 António José Seguro admite que gosta de aliar a tradição à modernidade, o que, afirma, irá equilibrar caso seja o novo Presidente da República. Nisso, Margarida terá também um papel a dizer e promete marcar presença, por exemplo, em compromissos como jantares de receção a outros chefes de Estado, onde em cima da mesa estará o melhor que o nosso País tem para oferecer, com base na sustentabilidade. Já sobre a música a ser ouvida, por exemplo, numa ocasião como essa, afirma não ter preconceitos, sendo que recentemente até confidenciou, num evento recente com jovens do ensino secundário, que Slow J era um dos seus artistas favoritos. “Não faço nenhuma discriminação, tenho uma visão pluralista do mundo, da sociedade e também da cultura, todos os que puderem ajudar a valorizar a língua portuguesa têm o seu espaço.”

António José Seguro regressa e abraça apoiante. Mantém casa nas Caldas
António José Seguro regressa e abraça apoiante. Mantém casa nas Caldas

A HOMENAGEM AO PAI ATRAVÉS DO VINHO

Há muito que António José Seguro deixou a sua terra natal, Penamacor, no distrito de Castelo Branco, para se estabelecer nas Caldas da Rainha, mas o apelo de casa está sempre presente e há muitas coisas que o trazem de volta ao município onde cresceu, entre os amigos e as futeboladas - jogava a ponta de lança. Uma delas, bastante inusitada. Foi quando estava no seu interregno político - que durou mais de dez anos - que o atual candidato à presidência da República decidiu investir em Penamacor, precisamente como forma de homenagear o pai, Domingos Seguro, “que plantou a primeira vinha há mais de 40 anos no seu prédio da Serra Pedreira, em Penamacor".

Agora de forma mais profissional, o político, de 63 anos, comprou uma quinta na Beira Interior e plantou três diferentes castas para produzir o seu próprio vinho, Serra P, que lançaria sem alarido e à margem da sua exposição mediática. "Comecei a fazer vinho como homenagem ao meu pai, e como o vinho era bom pensei: tenho aqui uma área de negócios. então, comprei uma quinta, replantei", disse, em conversa com Luísa Jeremias e Mónica Peixoto na CM Rádio, que mostrou o lado B dos candidatos.

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