Frustrado por olhar para as contas finais e ver que um ano de lucro nos seus restaurantes é igual ao que ganha num mês a trabalhar com a marca Chakall, cansado de fazer 150 voos por ano pelo mundo a gravar programas de televisão, o chef do turbante decidiu em 2022 mudar a sua vida. Chakall, ou Eduardo, como lhe chama a mãe, lava a alma numa conversa dura, intensa, mas, mesmo assim, plena de esperança.
É difícil de entender que uma Europa envelhecida, necessitada de repor saldos demográficos com mão-de-obra que contribui para o trabalho de cada país, não responda com frontalidade ao crescimento da xenofobia que o populismo barato descarrega sobre aqueles que são diferentes.
A todas estas crises somam-se outras bem mais perigosas, de índole moral e cívica. Contaminados pelo efémero, incapazes de segurar o tempo para a reflexão, confundimos aprendizagem e comunicação com educação, produzindo jovens desorientados entre modelos sociais e comportamentais diferentes e, por vezes, em conflito.
Os verdadeiros génios da informática são jovens. Jovens talentos que jamais ganharão nas Polícias, os valores que lícita ou ilicitamente ganham no mercado virtual. Estamos, assim, dentro de um grande incêndio descontrolado.
Novelas portuguesas da SIC e da TVI já não estão na moda. Os enredos repetem-se, os cenários empobrecem, a iluminação degrada-se, a criatividade escasseia. Culpar a medição de audiências pela quebra de espectadores não passa de uma desculpa de mau pagador.