Cerimónias fúnebres decorreram este sábado na Igreja dos Jerónimos. Corpo do escritor seguiu para o cemitério de Benfica, ao som do hino do clube das águias, que Lobo Antunes idolatrava. Na despedida, foram muitos os amigos e rostos dos mais diversos quadrantes da sociedade que marcaram presença.
Portugal despediu-se de António Lobo Antunes no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa. Entre lágrimas, homenagens e emoção, familiares, amigos e figuras públicas, incluindo o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o primeiro-ministro Luís Montenegro, marcaram presença nesta última homenagem ao escritor.
Entre lágrimas, recordações e tributos sentidos, Portugal despediu-se de António Lobo Antunes no Mosteiro dos Jerónimos, num adeus que reuniu família, amigos e admiradores da obra do escritor, assim como as mais altas figuras do Estado.
Foi casado três vezes e assume a sua quota parte de culpa no facto de, nem sempre, as relações terem sido bem sucedidas. "Fui cobarde, idiota, desonesto. Fui [espero que não muitas vezes] rasca", escreveu numa das suas crónicas, não deixando nunca de acreditar no amor, que vivia intensamente. Foi casado com Maria José Xavier e Maria João Bustorff - as mães das suas filhas - e em 2010, três meses depois do início do namoro, formalizaria a união com a jornalista Cristina Ferreira de Almeida, que o acompanharia nos bons momentos, mas sobretudo nas mais duras batalhas de saúde, até ao fim dos dias do escritor.
O escritor e psiquiatra português, que morreu esta quinta-feira, foi casado três vezes. Todas as filhas seguiram carreiras nas ciências, a tradição da família.
Médico de formação, escritor por vocação e dono de uma das obras mais intensas da literatura portuguesa contemporânea, António Lobo Antunes dividiu a crítica, conquistou leitores em todo o mundo e foi durante décadas apontado como um dos grandes candidatos portugueses ao Nobel da Literatura.