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Dias depois de mais um Dia da Mãe, Pedro Chagas Freitas partilhou um texto comovente nas suas redes sociais dedicado a Zulmira Garrido, que perdeu o seu único filho, Eduardo Ferreira, há três anos e meio, vítima de um aneurisma cerebral.
"Nenhuma mãe sobrevive à morte de um filho. Uma mãe que perdeu um filho carrega o inverno nos ombros. Zulmira Garrido vive esse inverno. Sei que não deixará nunca de ser sobretudo a mãe do seu filho. O corpo não sabe merda nenhuma sobre o que é o amor. A morte não mata o que se ama", começa por escrever.
"Há mães que ainda põem sempre pratos a mais na mesa. Zulmira já foi assim. Ela contou-o. Sobrevivia por automatismo. Durante algum tempo, odiou a felicidade dos outros. O continuar da vida era um insulto", continua
De seguida, o escritor relembrou a doença do próprio filho, Benjamim, que sofre uma doença rara, deficiência de alfa-1 antitripsina, e já passou por diversos internamentos hospitalares e até um transplante de fígado devido à gravidade da doença.
"Zulmira tentou morrer mais do que uma vez. Continua a acordar, continua a vestir-se (...) Gosto da Zulmira. Não lhe vejo teatro, máscaras sociais, frases bonitas, clichés obrigatórios. Ainda sorri. É um sorriso humano, frágil, fascinante pela densidade, pela espessura do que traz em si. É a profundidade do sorriso que mais me mexe nela: há sorrisos que pertencem à alegria; o dela pertence à resistência. Abraço-te muito, Zulmira. Aguenta-te aí, sim?", rematou.
Zulmira Garrido já reagiu às palavras de Pedro Chagas Freitas. Emocionada, escreveu: "No meio de muitas lágrimas li este texto de um homem e um pai que muito admiro. Um obrigada infinito".