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Luto

Comovente. O texto de Pedro Chagas Freitas sobre a perda trágica de Zulmira Garrido, que a deixou em lágrimas

A comentadora do 'Passadeira Vermelha', da SIC, já reagiu às palavras do escritor.
Por Joana Guterres | 08 de maio de 2026 às 18:22
Comovente. Pedro Chagas Freitas presta homenagem a Zulmira Garrido, depois de mais um Dia da Mãe sem o seu filho Eduardo
Pedro Chagas Freitas, Zulmira Garrido
 Zulmira Ferreira com o filho, Eddie Ferrer
Zulmira Garrido e filho
Zulmira Garrido e filho
Zulmira Garrido e filho
 Zulmira Ferreira com o filho, Eddie Ferrer
 Zulmira Ferreira com o filho, Eddie Ferrer
Zulmira Ferreira com o filho, Eddie Ferrer
Pedro Chagas Freitas, Zulmira Garrido
 Zulmira Ferreira com o filho, Eddie Ferrer
Zulmira Garrido e filho
Zulmira Garrido e filho
Zulmira Garrido e filho
 Zulmira Ferreira com o filho, Eddie Ferrer
 Zulmira Ferreira com o filho, Eddie Ferrer
Zulmira Ferreira com o filho, Eddie Ferrer

Dias depois de mais um Dia da Mãe, Pedro Chagas Freitas partilhou um texto comovente nas suas redes sociais dedicado a Zulmira Garrido, que perdeu o seu único filho, Eduardo Ferreira, há três anos e meio, vítima de um aneurisma cerebral.

"Nenhuma mãe sobrevive à morte de um filho. Uma mãe que perdeu um filho carrega o inverno nos ombros. Zulmira Garrido vive esse inverno. Sei que não deixará nunca de ser sobretudo a mãe do seu filho. O corpo não sabe merda nenhuma sobre o que é o amor. A morte não mata o que se ama", começa por escrever.

"Há mães que ainda põem sempre pratos a mais na mesa. Zulmira já foi assim. Ela contou-o. Sobrevivia por automatismo. Durante algum tempo, odiou a felicidade dos outros. O continuar da vida era um insulto", continua

De seguida, o escritor relembrou a doença do próprio filho, Benjamim, que sofre uma doença rara, deficiência de alfa-1 antitripsina, e já passou por diversos internamentos hospitalares e até um transplante de fígado devido à gravidade da doença.

"Zulmira tentou morrer mais do que uma vez. Continua a acordar, continua a vestir-se (...) Gosto da Zulmira. Não lhe vejo teatro, máscaras sociais, frases bonitas, clichés obrigatórios. Ainda sorri. É um sorriso humano, frágil, fascinante pela densidade, pela espessura do que traz em si. É a profundidade do sorriso que mais me mexe nela: há sorrisos que pertencem à alegria; o dela pertence à resistência. Abraço-te muito, Zulmira. Aguenta-te aí, sim?", rematou.

Zulmira Garrido já reagiu às palavras de Pedro Chagas Freitas. Emocionada, escreveu: "No meio de muitas lágrimas li este texto de um homem e um pai que muito admiro. Um obrigada infinito".

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