Eis uma das imagens televisivas do ano: enquanto as autoridades faziam buscas na sua casa, Rui Rio, ex-presidente do PSD, falava da sua janela para as câmaras da TVI e da CMTV que primeiro lá tinham chegado depois da notícia, e da SIC, um pouco mais tarde.
Eduardo Cabrita pura e simplesmente ignorou a pergunta. Respondeu a tudo, e ignorou esta questão. Nem sequer referiu que não ia responder. Pior: o seu staff, apagadas as câmaras, ainda criticou o jornalista, nos bastidores. Ora isto representa a tal manifestação do grande vírus da atualidade. O momento em que o poder deixa de responder às perguntas do povo, mediadas pelo jornalista, marca a fronteira entre a democracia e a prepotência.