Achou que tinha vencido a batalha contra um cancro na próstata quando começou a ficar ora descontrolado e irascível, ora prostrado e sem forças. Esteve neste limbo dois anos... até que um médico descobriu em três semanas que tinha um cancro no pâncreas. Viveu um inferno longe dos holofotes. Esteve hospitalizado durante ano e meio, ao longo de dois. Desses, cinco meses foram nos Cuidados Intensivos, muitas vezes amarrado à cama. Foi operado 12 vezes, "cortado às postas", como ainda consegue relatar com algum humor, gabando-se de ter sido um paciente "rebelde". Voltou ao trabalho à frente da FLAD em agosto de 2024, mas agora a saúde impede-o de continuar. O político PSD que na juventude foi boxer e também consumiu drogas volta para casa. Tem o sonho de escrever as suas memórias hospitalares. Talvez agora o faça.
Ex-ministro de Durão Barroso lutou no passado contra uma grave adição de drogas que o deixou com sequelas em termos de saúde. Mais de 20 anos depois, a vida voltou a pregar-lhe uma dura partida que colocou, durante três anos, o seu mundo em suspenso.
O antigo ministro do PSD Nuno Morais Sarmento lutou nos últimos 3 anos contra um cancro no pâncreas e garante agora: "Isto é um tempo extra, não era suposto eu estar aqui". Político conta pesadelo para os médicos encontrarem o que realmente tinha: "Foi ano e meio perdido".
A organização do "festim" ficou a cargo da Joana, a nova mulher de Durão Barroso, e percebe-se que não lhe falta humor. Escreveu convites marotos onde pediu que as senhoras fossem com "decotes profundos e saltos de dar vertigem", deixou contactos de uma loja de decoração de luxo para os convidados oferecerem prendas e conseguiu reunir, debaixo do mesmo teto, um Presidente da República e três supostos candidatos a candidatos ao cargo. O "festim" foi de "grito e apito", como diria o cronista de social Carlos Castro.