Aos 14 anos, virou-se para a fé, entrou no Seminário e, não fossem as mulheres, talvez hoje André Ventura estivesse a pregar outro tipo de sermões. Da religião, saltaria para o curso de Direito, foi comentador de futebol até que em 2019 fundou o Chega, que mudaria toda a sua vida. Pelas suas posições políticas, passou a andar em permanência com pelo menos dois guarda-costas, afastou a mulher da esfera mediática para a proteger e adiou a decisão de ter filhos por questões de segurança. No entanto, admite que por vezes se sente a sacrificar em demasia o lado pessoal, já tendo falhado momentos importantes. A mãe é quem lhe dá os puxões de orelhas.
A chegada de William e Kate a Forest Lodge trouxe consigo um reforço significativo das medidas de segurança, que tem sido alvo de críticas por parte dos residentes locais.
Para Sofia, Lisboa tem sido uma nova casa, que a acolheu com segurança, mas lhe permitiu também a liberdade a que não está habituada. Apesar de ser sobejamente conhecida, em Portugal consegue viver quase como uma anónima a sua juventude, longe das apertadas questões reais a que a irmã, por ser herdeira ao trono, está sujeita. 2025 foi o ano em que a capital ganhou uma infanta e os reis ficaram com o palácio majs silencioso.
Líder do Chega fez marcha-atrás para proteger Dina Ventura e dos tempos em que partilhava as férias e o dia a dia com a mulher já pouco ou nada resta. Agora, a fisioterapeuta só aparece em momentos-chave e tudo por questões de segurança. As mesmas que fizeram que Ventura trocasse o desejo de ter filhos pela vontade de singrar na política.