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A 'Guerra das Rosas': a rivalidade entre Charlene e Carolina do Mónaco, que cresce nos bastidores do Palácio

Antigo funcionário da família revela que princesas mantêm relação tensa, marcada por uma disputa de poder e que Alberto II nada faz para conter o mal-estar. Guerra intensificou-se após o nascimento dos príncipes Jacques e Gabriella e tem assumido contornos cada vez mais severos, ao ponto de se tornar insustentável.
Rute Lourenço
Rute Lourenço
26 de fevereiro de 2026 às 21:38
Charlene e Carolina do Mónaco alimentam rivalidade nos bastidores do Palácio
Charlene e Carolina do Mónaco alimentam rivalidade nos bastidores do Palácio

Há muito que os rumores correm no Palácio, até porque se Carolina do Mónaco, politicamente correta, é capaz de disfarçar animosidades em público, o mesmo não se pode dizer de Charlene que, considerada uma princesa bastante transparente, já deixou por várias vezes escapar, através da sua linguagem corporal, que a sua relação com a cunhada não é a melhor. Mas até aqui tudo não era mais do que um 'diz que diz', o caso escalou com a iminente publicação do livro de Claude Palermo, que durante 23 anos geriu a fortuna do príncipe Alberto II e, depois de ter sido despedido – o que afirma ter sido sem justa causa – decidiu expor não apenas as contas da família, mas também aquilo que acontece nos bastidores da família real monegasca.

Charlene e Carolina do Mónaco vivem rivalidade crescente nos bastidores do Palácio
Charlene e Carolina do Mónaco vivem rivalidade crescente nos bastidores do Palácio

E se há algo que chama a atenção na pré-publicação do livro 'Mónaco Revelado' é que há algo que parece impossível de conter no clã: aquilo que o autor chama de 'A Guerra das Rosas', que mais não é do que o mal-estar de anos entre as princesas Carolina e Charlene.

Para a entendermos, temos de perceber que quando a princesa entra na vida de Alberto, este era considerado um solteirão inveterado, com poucas expectativas de que algum dia fosse 'assentar'. Todos viviam, então, perfeitamente confortáveis com isso e a hierarquia parecia clara na família até que Charlene surgiu na vida do monarca. A paixão pareceu, logo à partida, diferente das relações de curta duração do príncipe e o casamento com a sul-africana confirmava a seriedade da relação, que ganhava um novo fôlego não só com o enlace, mas sobretudo com a chegada dos pequenos príncipes herdeiros: os gémeos Jacques e Gabrielle.

Mas se as crianças e o casamento poderiam trazer ventos de paz à família, não foi isso que, de acordo com o antigo gestor do príncipe, aconteceu. Conta este no livro que Carolina se sentiu relegada para segundo plano e, além disso, nunca aceitou a cunhada, que considerou sempre demasiado instável e uma influência nociva na vida do irmão. No entanto, de acordo com Palermo, esta é mais uma "batalha pelo poder do que uma guerra pessoal".

Após a morte de Grace Kelly, em 1982, Carolina assumia, frequentemente, o papel de primeira-dama, sendo que a sua exposição com a chegada de Charlene perderia gás, bem como as dos seus filhos que, com o crescimento de Jacques e Gabrielle, foram relegados para segundo plano, o que aumentou a tensão entre cunhadas.

A guerra e discussões no Palácio têm subido de tom e a verdade é que estas sofrem ainda com uma agravante: o facto de Alberto – um conciliador nato – se revelar incapaz de tomar um partido ou mostrar alguma firmeza, preferindo não se meter no assunto da irmã e da mulher, o que faz com que nada pareça capaz de conter o mal-estar.

Apesar de as revelações serem, aos olhos de muitos, verosímeis, há também quem garanta que se trata de uma "vingança pessoal" por ter sido despedido abruptamente em 2023, acusado de corrupção e de gestão danosa nas contas da família.

Com este livro, Palmero tenta "abrir os olhos a Albert", como declarou ao jornal 'The Telegraph'. Filho do antigo gestor financeiro do príncipe Rainier, assumiu o controlo das finanças da família em 2000. Administrou uma fortuna avaliada em mil milhões de euros e foi considerado, durante anos, o guardião dos segredos financeiros da família Grimaldi. Palermo diz que quer apenas restaurar a sua honra e contar a verdade.

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