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A guerra de família que coloca irmãs contra irmão: a derradeira traição de Juan Carlos que leva Felipe VI a viver de costas voltadas com Elena e Cristina

O monarca espanhol já não tem mais paciência para as atitudes egoístas do pai e tomou uma decisão drástica. A família real atravessa o seu pior momento e está cada vez mais fraturada, com Felipe VI e Letizia isolados no Palácio, em guerra com as infantas Elena e Cristina.
Rute Lourenço
Rute Lourenço
23 de abril de 2026 às 21:54
A derradeira traição de Juan Carlos que levou Felipe VI a cortar em definitivo com o pai
Juan Carlos sente mágoa no exílio e tristeza em relação ao filho, Felipe VI
Juan Carlos e Felipe de Espanha
Espanha, Juan Carlos I, Felipe VI, política
Letizia, Felipe VI, Juan Carlos
Juan Carlos sente mágoa no exílio e tristeza em relação ao filho, Felipe VI
Juan Carlos e Felipe de Espanha
Espanha, Juan Carlos I, Felipe VI, política
Letizia, Felipe VI, Juan Carlos

Há uma divisão que já não se esconde no seio da família real espanhola e que conheceu novos desenvolvimentos nas últimas semanas, com uma nova atitude de Juan Carlos que feriu os sentimentos do filho. Felipe VI já não sabe o que há-de fazer para amenizar a tensão com o pai e, depois da última tirada do rei emérito, já não parece mesmo disposto ao perdão. "A rutura é total e já não se preocupam em manter as aparências", diz uma fonte à revista 'Semana', acrescentando que as coisas chegaram a um ponto insustentável, principalmente depois das últimas declarações de Juan Carlos que, em entrevista ao 'Le Figaro', lamentou que o filho tivesse a ter dificuldades na relação com o presidente do Governo Pedro Sánchez.

"Depois da entrevista, e percebendo a irritação de Felipe, tentou justificar a pessoas próximas que apenas disse aquilo que o filho não tem coragem de dizer, mas a verdade é que Felipe está farto de o avisar para manter a neutralidade e não falar de determinados assuntos. E está cansado que o pai não o respeite", explica uma fonte à mesma publicação, acrescentando que este último episódio agudizou uma guerra que parece sem solução e que deixa Felipe e Letizia cada vez mais isolados no Palácio da Zarzuela.

Se excluirmos algumas aparições pontuais da rainha emérita Sofia, mais nenhum elemento da família real se mostra ao lado dos reis, pelo contrário. As irmãs de Felipe, Cristina e Elena, tomam claramente o partido de Juan Carlos e não têm problemas em mostrá-lo publicamente. Vão frequentemente a Abu Dabi, onde o rei emérito cumpre o seu exílio e sempre que o pai vem a Espanha acolhem-no com pompa, preferindo a companhia deste à de Felipe e Letizia, numa fratura na família que parece não ter cura.

E se muitos dizem que Letizia foi quem mais contribuiu para o mau ambiente na família, outros acusam Juan Carlos de ser um rebelde sem cura e de apenas agir em proveito próprio, a pensar no próprio ego.

A TENSÃO COM LETIZIA

Toda a vida se soube que a relação entre Juan Carlos e Letizia não era salutar, mas até há bem pouco tempo nada era muito mais claro do que rumores que corriam no Palácio de um relacionamento tenso, que muitos atribuíam ao feitio incompatível dos dois. E se dúvidas houvesse, desde que o rei emérito rumou ao seu exílio, nos Emirados Árabes Unidos, que houve como que uma confirmação dessa distância. Enquanto, por ocasião de aniversários ou datas importantes, outros membros da família real rumavam ao Dubai para estar ao lado de Juan Carlos, tal nunca se viu da parte de Letizia ou Felipe VI. Estava erguido um fosso no clã, que de alguma forma parece intransponível.

O assunto foi pela primeira vez clarificado pelo próprio monarca, de 87 anos, na altura em que publicou as suas memórias de vida, reunidas no livro 'Reconciliação'. Com uma saúde cada vez mais débil e longe de casa, a obra soa a ajuste de contas com o passado e também a uma vontade de não deixar pontas soltas, mas sim, tudo esclarecido.

Sobre a nora, Juan Carlos admite que sempre teve um ascendente forte na vida de Felipe e que as mudanças começaram logo no início da relação, com este a afastar-se "não só dos pais e das próprias irmãs" como também de alguns amigos de infância. No entanto, admite que apesar de se ter apercebido disso desde muito cedo, nunca tentou interferir nas escolhas do filho. “[Felipe] tinha 34 anos e sabia o que queria. Assim como com as minhas filhas, que se casaram com os homens que amavam. Nunca tentei influenciá-las ou fazer de cupido. E se tentei, foi em vão”, pode ler-se no livro.

Apesar das divergências, Juan Carlos tinha esperança que, com o passar dos anos, pudesse haver uma maior harmonia na família, algo que, admite, nunca aconteceu e que o rei fazia para que não fosse notório nos compromissos públicos em que tinham de estar juntos. "O sucesso deles enquanto casal era uma garantia para o futuro da Coroa."

A maior dor, afirma agora Juan Carlos, prende-se com o facto de a má relação com Letizia ter interferido na convivência com as netas, Sofia e Leonor, que o rei emérito afiança que, apesar de afetuosa, nunca foi cúmplice, à semelhança do que acontecia com os seus outros netos. 

“Elas são muito elegantes e afetuosas, mas entristecia-me não poder estabelecer um relacionamento mais pessoal com elas, contar histórias, partilhar refeições em restaurantes, viajar com elas, levá-las a assistir a jogos, como fazia com os meus outros netos."

No livro, Juan Carlos elogia a forma como o filho e a nora educaram as filhas, mas diz que sempre lhes faltou esse contacto próximo com a família, algo que não era apenas dirigido a si, mas também à mulher, a rainha Sofia. "A minha mulher nunca pôde recebê-las sozinha em Palma, como costuma fazer com todos os seus primos. Ela via as netas ocasionalmente, mas adoraria tê-las visto com mais frequência, especialmente porque moram a apenas cem metros de distância. Queria transmitir-lhes a nossa genealogia, história e valores familiares. E alguns conselhos de uma ex-rainha com um histórico impecável para uma futura rainha", disse, acusando Letizia de não se esforçar por contrariar a sua natureza e de ter tentado criar pontes entre a família, ao contrário do que ele próprio afirma ter feito. “Sempre fui um lobo solitário (foi assim que fui criado), mas cumpri o meu papel de homem de família de coração: reunia os meus filhos com a avó para o almoço de domingo, as minhas irmãs e as suas famílias para o Natal, e sempre estive disponível para meus primos, sobrinhos e sobrinhas, e meus muitos afilhados.”

Afirmações que vão de encontro àquilo que a especialista em realeza espanhola Pilar Eyre já tinha relatado num dos seus livros em que, a páginas tantas, é descrita uma confissão polémica que Juan Carlos teria feito a um amigo de infância. "Na minha família, ninguém gosta da Letizia. As princesas não a suportam. Ela dividiu-nos a todos, monopolizou o príncipe e até o afastou da mãe! A minha casa é um caos!"

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