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O mundo segue atentamente a megaoperação que decorre para conter o surto de hantavírus detetado no navio de cruzeiro MV Hondius, onde há oito casos sintomáticos e cinco infeções confirmadas, que já resultaram em três mortes.
O primeiro caso foi o de um homem que teve os primeiros sintomas há cerca de um mês e perderia a vida a bordo do navio apenas cinco dias depois de se começar a sentir mal. Como não se suspeitava que estivesse infetado com o hantavírus, não foram realizados quaisquer testes ou tomadas mais medidas de precaução. Mas perto do final do mês de abril a mulher deste homem, que viajou até à África do Sul para acompanhar o corpo do marido também se sentiu mal, tendo desmaiado no aeroporto de Joanesburgo, acabando por falecer no dia seguinte.
A terceira morte é a de uma uma mulher que no final de abril apresentou sintomas de mal-estar, tendo perdido a vida em quatro dias.
O navio já não deverá atracar no porto de Granadilla, em Tenerife, como inicialmente estava previsto, mas sim ancorar ao largo. “Os passageiros serão avaliados a bordo do navio e só desembarcarão para transferência ou repatriação com equipamento de proteção, acompanhados por um profissional de saúde específico e sem contacto com a população”, afirmou a ministra da Saúde espanhola, Mónica García Gómez. Recorde-se que há um português a bordo.
O QUE É O HANTAVÍRUS E O CASO DO ATOR MORTO PELA DOENÇA
O vírus que está a lançar o pânico mundial é transmitido por ratos ou ratazanas e há diferentes tipos a nível global. “Os casos de transmissão humana não são impossíveis mas são muito raros. Os poucos casos descritos são entre cônjuges”, explicou ao 'Observador' o infecciologista Jaime Nina, acrescentando que, uma vez contraída a infeção, a taxa de mortalidade anda em torno dos 25 a 30%. O contágio faz-se, assim, maioritariamente com base no contacto com a urina, fezes ou saliva dos ratos, podendo dar-se o caso de mordida ou arranhões destes roedores.
Se o nome lhe parece de todo estranho é porque, provavelmente, não o está a associar a um dos casos mais conhecidos a nível mundial. Trata-se do famoso ator de Hollywood Gene Hackman e a sua mulher, Betsy, encontrados mortos em casa, em fevereiro do ano passado. Quando o óbito foi declarado, já tinham falecido há bastante tempo e só mais tarde se descobriria a causa.
As autoridades norte-americanas, nomeadamente o departamento de saúde pública do Novo México, divulgou documentos que apontavam para a presença de ratos mortos na mansão do ator Gene Hackman e de sua mulher, Betsy Arakawa. As investigações concluíram que a mansão do casal estava tomada por uma grave infestação de ratos e no local foram encontrados ninhos, fezes e diversos roedores, vivos e mortos, principalmente nas garagens e no sótão da residência, revelou o site TMZ.
Mais tarde, seria confirmado que Arakawa morreu vítima da síndrome pulmonar por hantavírus, uma doença rara causada pelo contato com roedores ou com suas fezes, saliva e urina. Já o ator terá falecido devido a doença cardiovascular grave e Alzheimer avançado.