Aos 13 anos, o príncipe George deu um dos passos mais importantes da sua vida ao entrar, em regime de internato, numa das mais prestigiadas escolas do Reino Unido: o Eton College, seguindo, assim, uma tradição familiar.
A decisão não esteve isenta de desafios. Se é verdade que o peso da tradição falava mais alto – sobretudo quando estamos a falar de uma criança que está a ser educada para ser o futuro rei de Inglaterra – Kate Middleton sempre demonstrou vontade de que os filhos pudessem ter uma educação mais vanguardista e, acima de tudo, afastada do espartilho do Palácio. Eton sempre foi, no entanto, uma escolha segura, que dava seguimento a uma linha da família real, uma vez que, assim, George seguiria as pisadas do pai, William, que também lá estudou, assim como o tio Harry.
Apesar de bem-vinda, esta será uma grande mudança para George que passará a viver longe dos pais e dos dois irmãos, Charlotte e Louis, uma vez que fará todo o ensino em regime de internato, numa das residências da escola.
Mas a questão que se impõe é: depois de George, o que acontecerá com Charlotte? A princesa poderá ter de seguir um caminho diferente do irmão mais velho quando chegar a altura de tomar decisões em relação ao seu futuro escolar, sendo que o motivo se prende com o facto de o Eton College continuar a aceitar apenas rapazes.
Aos 11 anos, Charlotte frequenta a Lambrook School, em Berkshire, juntamente com os irmão mais novo, o príncipe Louis, de 8. No entanto, dentro de alguns anos, a família terá de decidir onde a princesa irá prosseguir os estudos. Uma das possibilidades que poderá ser considerada é o Marlborough College, em Wiltshire, escola que a princesa Catherine frequentou durante a adolescência, antes de ingressar na Universidade de St. Andrews, na Escócia, onde conheceria William.
"William e Kate sempre deram enorme importância a proporcionar aos filhos uma educação o mais normal e unida possível, dadas as circunstâncias em que vivem. Portanto, o fato de Charlotte não poder simplesmente seguir George representa uma decisão interessante. Eles vão querer um lugar onde ela possa prosperar como Charlotte, em vez de ser constantemente tratada como neta do rei ou irmã do futuro rei", diz uma fonte à imprensa internacional, acrescentando que, ao contrário do que aconteceu com George – educado tradicionalmente para ser rei – Kate poderá ter uma palavra mais fime sobre a educação da filha.
"Kate sabe o que significa estudar em regime de internato e, acima de tudo, sabe por experiência própria se acredita que aquele ambiente poderia ser adequado para sua filha. Essa familiaridade poderia ser extremamente tranquilizadora ao tomar uma decisão tão importante."
Princesa Ana é um exemplo dentro da família
Outro exemplo que poderá servir de referência para Charlotte é o da princesa Anne. Filha da rainha Isabel II, Anne foi a primeira filha de um monarca britânico a frequentar uma escola em vez de receber a maior parte da educação em casa. Estudou na Benenden School, em Kent, onde completou a sua formação académica antes de iniciar a vida pública como membro da família real.
A princesa Anne acabou por desenvolver uma personalidade bastante independente , algo que poderá servir de inspiração a Charlotte no futuro. "Charlotte tem este exemplo fascinante muito mais próximo de casa. Ana mostrou que uma princesa pode sair da esfera real imediata, frequentar um colégio interno e desenvolver uma considerável independência, mantendo sempre as pontes com a família real. As circunstâncias de Charlotte são diferentes, mas certamente existe um precedente familiar para permitir que uma filha da realeza construa sua própria identidade longe dos irmãos.”
Com o futuro ainda por decidir, uma coisa é certa, tanto Charlotte como Louis terão, certamente, uma independência que a George não tem sido permitida, por força de ser, a seguir ao pai, o primeiro na linha de sucessão ao trono, o que faz com que todas as decisões acerca do seu futuro careçam, quase, de uma validação real.