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Weekend - Bem-estar

Depois dos 50, o cabelo deve ser curto. Será mesmo assim? E porquê?

Durante décadas, convencionou-se que, depois dos 50, o cabelo comprido deixava de ser elegante e que a tesoura era quase obrigatória. Mas será que existe mesmo uma idade certa para não usar o cabelo comprido? A resposta pode surpreender
Ana Cristina Esteveira
Depois dos 50, o cabelo deve ser curto. Será mesmo assim? E porquê?
Andie MacDowell
Jennifer Lopez
Demi Moore
Nicole Kidman
Cher
Julia Roberts
Monica Belluci
Sarah Jessica Parker
Andie MacDowell
Jennifer Lopez
Demi Moore
Nicole Kidman
Cher
Julia Roberts
Monica Belluci
Sarah Jessica Parker

“Depois dos 50, as mulheres devem usar cabelo curto.” Quantas vezes já ouviu esta frase? É uma daquelas regras que foram passando de geração em geração até quase ninguém se lembrar de perguntar se fazem, afinal, algum sentido. Porque será que chegar aos 50 deveria significar dizer adeus ao cabelo comprido?

Durante muito tempo, a resposta pareceu óbvia. Havia uma ideia muito enraizada de que os cabelos compridos pertenciam às mulheres mais jovens. Além disso, estava muito associado à sensualidade feminina e que, com a idade, era suposto optar por cortes mais curtos e discretos. Uma ideia tão limitadora quanto preconceituosa.

Jennifer Lopez
Jennifer Lopez Foto: D.R.

Mas a explicação para este "mandamento" estético não está apenas na tradição. Há também uma razão relacionada com a própria natureza do cabelo. À medida que envelhecemos, os fios podem tornar-se mais finos e perder densidade. Quando isso acontece, um corte curto pode ser uma boa opção, já que ajuda a dar corpo e a criar a sensação de um cabelo mais volumoso. Só que isso não significa que seja obrigatório cortar.

A própria beleza há muito que deixou de seguir esse tipo de manual. E Andie MacDowell é um excelente exemplo. A atriz norte-americana assumiu os cabelos grisalhos e manteve os seus longos caracóis, que acabaram por se tornar uma das suas imagens de marca. Aos 50, 60 ou 70 anos, o cabelo comprido pode continuar a resultar — desde que seja adequado ao cabelo e ao estilo de quem o usa.

Demi Moore
Demi Moore Foto: D.R.

O que acontece na menopausa?

É sobretudo nesta fase que muitas mulheres começam a notar mudanças mais evidentes. As alterações hormonais podem interferir, de facto, com o ciclo de crescimento do cabelo e contribuir para uma menor densidade. Para algumas, cortar o cabelo acaba por ser uma forma simples de o tornar mais fácil de cuidar e de conseguir uma aparência com mais volume.

Mas o corte curto está longe de ser a única resposta. Quem não quer abdicar do comprimento também pode adaptar os cuidados. Um corte com camadas longas e discretas, por exemplo, pode dar movimento sem sacrificar demasiado o comprimento. E cortar as pontas regularmente ajuda a evitar que estas fiquem frágeis, espigadas ou com um aspeto demasiado fino.

Nicole Kidman
Nicole Kidman Foto: D.R.

Também vale convém fazer a escolha certa em relação aos produtos que se usam diariamente. Fórmulas muito pesadas podem deixar o cabelo sem volume, sobretudo quando aplicadas perto da raiz. O amaciador deve aplicar-se preferencialmente no comprimento e nas pontas. E há um truque simples na secagem: inclinar a cabeça ligeiramente para a frente pode ajudar a levantar a raiz.

Os próprios penteados merecem atenção. Usar frequentemente o cabelo muito preso, sobretudo em rabos de cavalo ou apanhados apertados, pode exercer tensão sobre os fios. Para quem já nota o cabelo mais frágil, variar os penteados e evitar essa tração excessiva pode fazer diferença.

Quando a queda deixa de ser normal

É natural que o cabelo se transforme com o passar dos anos. O que merece atenção é uma queda que surge de forma repentina ou que se torna muito mais intensa do que o habitual. Nesses casos, o melhor é procurar um dermatologista. Uma avaliação médica poderá perceber se a alteração está relacionada com a menopausa ou com outro fator que deva ser investigado.

Sarah Jessica Parker
Sarah Jessica Parker Foto: Instagram

Para terminar, convém frisar que não existe uma idade a partir da qual uma mulher tenha de cortar o cabelo. Há quem fique melhor com um pixie, quem prefira um bob e quem continue a sentir-se fantástica com o cabelo comprido. Independentemente da idade, a escolha continua a ser de cada mulher. 

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