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7 anos depois de ter assassinado Carlos Castro, Renato Seabra só recebe visitas da mãe

O aspirante a modelo, agora com 28 anos, está preso na cadeia de alta segurança conhecida como a "Sibéria de Nova Iorque". Apenas a mãe, Odília Pereirinha, continua a visitá-lo e sem a regularidade de outros tempos.
Por Isabel Laranjo | 08 de janeiro de 2018 às 19:32
Renato Seabra, hoje um homem de 28 anos de idade, hipotecou a sua vida no dia 7 de janeiro de 2011, ao assassinar o alegado amante, o cronista social Carlos Castro.

Depois de ter espancado, esfaqueado e mutilado o cronista social, Renato agiu como se nada fosse. Tomou banho, vestiu-se e saiu para as ruas de Nova Iorque. Em Portugal, a mãe, Odília Pereirinha, sabia que algo se passava. Horas antes, o filho tinha-lhe ligado, a dar o alerta. "Eu e o Carlos discutimos", confidenciou, através de um telemóvel de uma anónima, a quem pediu para telefonar.

Eram 12.25, hora de Nova Iorque, quando Renato fez esse telefonema que deixou a mãe em alerta. O crime aconteceu hora e meia depois, pelas 14.00. O corpo foi encontrado às 19.20 e, por esta altura, Renato vagueava pelas ruas de Nova Iorque. Às 23.00 foi detido, no hospital, para onde se dirigiu para tratar ferimentos nos braços. Acabou internado na ala psiquiátrica do Bellevue Hospital.


VISITAS DE 3 EM 3 MESES

A mãe, Odília Pereirinha, assim que soube da tragédia partiu para Nova Iorque. Andou numa ponte aérea entre Portugal e os Estados Unidos até que o tribunal ditou a sentença do português, sem hipótese de extradição: 25 anos a prisão perpétua.

Com amigos em Nova Iorque, Odília Pereirinha chegou a meter baixa e a instalar-se nos Estados Unidos. Por pouco tempo. Em Cantanhede, onde exercia a enfermagem no centro de saúde local, a vida tinha de voltar à normalidade. E a vida - tem outra filha, Joana, e netos - assim o exigia.

Sem dinheiro para pagar a defesa de Renato, a mãe viveu momentos de horror. Foi o pai, Joaquim Seabra, que fez um empréstimo para combater os honorários do advogado. Os contactos entre pai e filho são meramente telefónicos. Com a mãe é diferente: ela é a única que continua a ir visitá-lo na prisão. Com os meios que pode, corre que vai de 3 em 3 meses. Por vezes não há dinheiro para tanto. 

O INFERNO NA PRISÃO

Renato continua a sobreviver na Clinton Correctional Facility, uma das piores prisões americanas. O estabelecimento prisional situa-se no estado de Nova Iorque, junto à fronteira com o Canadá. Pelo clima frio e inóspito a prisão é conhecida como a "Sibéria de Nova Iorque".

A cadeia onde Renato - que, em Portugal, chegou a ser acólito - passa longos dias e noites é das maiores do país. Quem lá está cometeu crimes horrendos e são frequentes as rixas entre detidos. Muitas vezes violentas. Faltam 18 anos para que Renato possa ser sujeito a uma reavaliação. Nessa altura, em 2036, quando Renato tiver 46 anos, poderá sair em liberdade condicional ou ficar detido, com reavaliações de 2 em 2 anos, até ao fim da sua vida.

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